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Medo nas ruas
Governador diz que ações no CE são "terrorismo"
Uma agência da Caixa Econômica, localizada no bairro Distrito Industrial, em Maracanaú, foi alvo de tiros disparados por criminosos (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)
Em 21/04/2017 às 07:15

Em tom indignado, diferente do habitual, o governador Camilo Santana disse, ontem, em entrevista coletiva, que "o que está acontecendo é um terrorismo" e que o Congresso Nacional precisa rever as leis que, na opinião dele, "são frouxas com relação aos crimes cometidos, principalmente, crime de terrorismo". Camilo Santana considera que os ataques são uma reação às ações da Polícia do Ceará. "Está sendo investigado. A Polícia Civil está trabalhando, temos parceria com a Polícia Federal. Isso é uma reação das ações que a Polícia está fazendo, incomodando. São ações que estão incomodando pela força maior que o Estado está fazendo para combate a criminalidade".

Seguindo a linha de que os criminosos estão incomodados, ele desacredita que as transferências tenham motivado os ataques, dizendo que outros movimentos internos aconteceram, sem reações tão severas. Mesmo diante de ações policiais que não têm conseguido frear os ataques e continuam amedrontando a população, Camilo Santana disse que é preciso mostrar que "o Estado é quem tem a força". Segundo ele, os serviços de Inteligência das Forças Estaduais e da PF estão monitorando possíveis mensagens criminosas.

A PF foi procurada para comentar sua participação nas investigações e o superintendente da Instituição no Ceará, Delano Cerqueira Bunn, se manifestou dizendo que "a PF investiga tráfico de drogas, roubo a instituições federais, bem como crimes interestaduais que exijam repressão uniforme. Muitos desses criminosos envolvidos nos ataques a ônibus são investigados em potencial da PF e a nossa Inteligência, obviamente, está colaborando de maneira integrada com a desarticulação dessas ações".

Últimos registros

O segundo dia consecutivo de ataques fez com que Fortaleza adormecesse e acordasse sob incertezas. Nas ruas, a intranquilidade pairava junto ao temor de que mais coletivos fossem incendiados, o que voltou a acontecer às 8h40. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), já são 23 ônibus a menos devido aos atos criminosos. Cinco só ontem.

Diferente do que ocorreu ao longo do primeiro dia, os ataques foram além dos veículos, ontem. Três delegacias e duas agências bancárias também foram alvo de bandidos. Na madrugada, a agência do Bradesco do bairro Vila Velha teve a vidraçaria quebrada por tiros. O mesmo aconteceu em uma agência da Caixa Econômica Federal do Distrito Industrial, em Maracanaú.

Ainda em Maracanaú, um grupo atirou contra a fachada do 29ºDP (Pajuçara). No José Walter, um veículo apreendido que estava defronte ao 8ºDP foi incendiado, na madrugada. O 33ºDP (Goiabeiras) também foi atacado e os tiros perfuraram a porta da Delegacia. Mesmo que, na opinião do secretário de Segurança Pública, André Costa, as ações tenham acontecido de forma isolada, é possível que elas façam parte da série de ataques que colapsou Fortaleza.

Ontem, todos os cinco incêndios aos coletivos aconteceram em áreas periféricas da Capital. No início da manhã, dois homens abordaram o ônibus da linha 221 Vila Velha/Rio Mar Kennedy, na Rua Gama. A dupla ordenou que todos descessem do veículo e atearam fogo.

No bairro Castelo Encantado, um veículo da linha 329 - Castelo Encantado/Centro foi abordado no cruzamento das ruas José Saturbal Filho e Ismael Pordeus, por volta das 9h30. Segundo populares, que preferiram não se identificar, seis homens abordaram o veículo e mandaram os passageiros descerem.

Um terceiro ônibus foi incendiado no Padre Andrade (linha 206 - Padre Andrade/Antônio Bezerra). Logo após o quarto coletivo, linha Canindezinho/Jardim Fluminense, foi interceptado. Por fim, aproximadamente às 13h30, o alvo dos criminosos foi o Arvoredo/Parangaba.

Sobre uma possível falha no planejamento para que houvesse repetição dos casos, o titular da SSPS afirmou que a Pasta está fazendo uso de todo recurso disponível com a finalidade de atuar da melhor forma. "Colocamos reforço nas ruas. Retiramos policiais de quartéis, de serviços administrativos e burocráticos para que tivéssemos mais composições em todas as vias", acrescentou André Costa.

A Secretaria da Segurança Pública ressalta que foram detidos 17 suspeitos por envolvimentos nesta série de ataques. Seis encontrados na quarta-feira (19) e 11 ontem.

Em sua maioria, os suspeitos portavam combustível e confessaram que os atos acontecem a mando da facção criminosa local Guardiões do Estado (GDE).

 

diariodonordeste

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