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Dados de 2014
Ceará tem o maior índice de homicídios na adolescência de todo o País, aponta Unicef
Se as condições encontradas em 2014 se mantiverem constantes, o Unicef estima que, até 2021, mais de 16.500 vidas de adolescentes entre 12 e 18 anos, serão perdidas somente no Nordeste (Foto: Agência Brasil)
Em 11/10/2017 às 17:20

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Unicef apontou dados alarmantes no que diz respeito à violência contra jovens no Brasil. Segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) 2014, o principal destaque negativo foi o Ceará, estado que registrou, proporcionalmente, o maior índice de assassinatos entre pessoas de 12 a 18 anos de todo o País. Confira o levantamento completo clicando aqui.

De acordo com o levantamento, o IHA do Ceará, em 2014, foi de 8,71, o que significa que, a cada mil adolescentes de 12 a 18 anos, 8,71 correm o risco de serem assassinados antes de completar o 19º aniversário. Para se ter uma ideia de como tais resultados foram alarmantes, o índice do Estado é mais que o dobro da média nacional para o período, que foi de 3,7 e já é considerada alta pelo Unicef.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS-CE) afirmou que "tem priorizado as investigações relacionadas a casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) – que englobam ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte – e investido em ações sociais feitas pela própria Polícia nas comunidades". "Com o objetivo de alcançar jovens e adolescentes, o Pacto por um Ceará Pacífico tem proporcionado mais espaço para os jovens na construção de uma sociedade pacificadora", diz o comunicado.

O Governo do Estado também ressaltou que Ceará tem índice de elucidação de CVLI de 23%. "Para combater os crimes contra a vida, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) teve o número de delegacias ampliado de cinco para 11, em 2017. O investimento na especializada já apresenta bons resultados, com aumento de 280% dos casos resolvidos, comparando 2016 a 2017, e crescimento de 954% das prisões no mesmo período", informou a SSPDS-CE.

Nordeste concentra violência

Além do Ceará, estados como Alagoas (8,18), Espírito Santo (7,79) e Bahia (7,46) também apresentaram resultados bastante elevados nos homicídios de adolescentes, todos com índices maiores do que o dobro da média nacional. O Nordeste, de um modo geral, concentra a maior parte da violência entre pessoas de 12 a 18 anos, uma vez que, dos 10 estados brasileiros mais violentos do País, oito são da região, revela o levantamento.

"A Região Nordeste apresentou o índice mais elevado: 6,50. Dessa forma, se as condições encontradas em 2014 se mantiverem constantes, estimamos que, ao longo dos próximos sete anos (2015 a 2021), mais de 16.500 vidas de adolescentes entre 12 e 18 anos, serão perdidas nesta região", informou o levantamento do Unicef, feito em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj).

Fortaleza também é destaque negativo

Além do Ceará, Fortaleza também foi considerada a Capital brasileira mais violenta para os jovens, tendo registrado IHA de 10,94, o único do País acima de dois dígitos e três vezes maior do que a média nacional. Somente em 2014, 473 adolescentes foram assassinados na cidade, de acordo com o estudo. O número é mais que o dobro do que foi registrado no Rio de Janeiro, por exemplo, onde 216 pessoas de 12 a 18 anos morreram, através de homicídios, no período avaliado.

Em 2014, inclusive, das cinco capitais com maior IHA, quatro pertencem à Região Nordeste (Fortaleza, Maceió, João Pessoa e Natal). A única exceção foi Vitória, que ocupa a terceira posição e pertence à Região Sudeste. Segundo o estudo, que incorpora homicídios declarados, mortes por intervenção legal (óbitos de civis em confronto com a polícia) e uma estimativa de mortes por intencionalidade desconhecida cuja causa pode ter sidohomicídio, caso o ritmo se mantenha até 2021, aproximadamente 43 mil pessoas de 12 a 18 anos perderão a vida no Brasil.

"Enquanto o Brasil nas últimas décadas conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante. É primordial que o País valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece", comenta Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil.

Fonte: Diário do Nordeste

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