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Décadas de saudades

Miséria lembra os 20 anos de morte da professora, radialista e folclorista Nair Silva

Dona Nair Silva morreu em novembro de 1997 em Juazeiro (Foto: Reprodução)
Em 30/11/2017 às 06:00

Por Demontier Tenório
 

Hoje é um dia de saudades para os muitos amigos e familiares de Nair Silva, uma romeira alagoana que se apaixonou por Juazeiro do Norte ao vir de longe reabastecer sua fé na terra de Padre Cícero. Neste dia 30 de novembro completa exatos 20 anos de sua morte após dedicação num incansável trabalho em prol do Juazeiro e na defesa do seu fundador e da cidade criada por ele. Ela foi de tudo um pouco, principalmente no magistério, na comunicação e nas artes.

No último dia 30 de julho o Site Miséria já tinha prestado homenagens à Dona Nair ao lembrar os 100 anos de nascimento da primeira comissária de menores de Juazeiro que aqui chegou com apenas 7 anos de idade. O padre Cícero ainda teria mais 10 anos de vida pela frente quando ela desembarcou com os pais procedente de Mata Grande (AL), onde nasceu. Dona Nair foi um notável exemplo de ativa participação nos acontecimentos religiosos, políticos e sociais de Juazeiro.

Além disso, um exemplo de doação ao criar e educar sempre com muita disciplina, carinho e poucos recursos inúmeras crianças carentes da cidade como foi o caso do, hoje, advogado e chefe de gabinete da Prefeitura de Juazeiro, Nildo Rodrigues. Jamais foi vereadora, mas costumava recorrer aos prefeitos para reivindicar àquilo que considerava justo e necessário ao município num trabalho voluntário única e exclusivamente pensando no melhor para o progresso de Juazeiro.

Dona Nair era uma apaixonada, também, pelo carnaval e até fundou as escolas de samba “Esta Turma é da Coroa” e “Seresteiros do Samba”, além de ter dirigido a banda cabaçal: “Bandinha Chapéu de Couro”. Foi ainda a grande idealizadora da seresta em homenagem ao Padre Cícero, que, ainda hoje, acontece a cada noite do dia 23 de março antes do corte do bolo, canto de parabéns, show pirotécnico e a oferta do “Caldo da Nair” outra criação sua.

Criou a Turma Unida e Amiga (TUA) formada por vendedores de picolés, balas e engraxates para agregá-los e protegê-los, além de ter integrado a Pia União, a Ordem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Como radialista apresentou o programa “Lar Doce Lar” na Rádio Iracema e integrou os quadros do ICVC (Instituto Cultural do Vale Caririense) se tornando uma das fundadoras do coral da entidade.

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