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Mercado financeiro
Spotify dá início à abertura de capital na Bolsa de NY, mas na surdina
(Foto: Reprodução/ Terra)
Em 03/01/2018 às 19:20

Ainda em dezembro, o Spotify iniciou, junto à Securities and Exchange Commission, um processo de abertura de capital de forma confidencial na Bolsa de Nova Iorque (NYSE). A ação é um primeiro passo em direção ao IPO que vem sendo prometido desde o início do ano passado.

A abertura de capital de forma confidencial é um mecanismo bastante comum em empresas menores, com valor total de faturamento anual orçado em menos de US$ 1 bilhão. Esse não é o caso do Spotify, que está planejando fazer um DPO (Direct Public Offering, ou Oferta Pública Direta), uma forma facilitada de IPO. Nos EUA, desde junho de 2017, é permitido a empresas com grande faturamento recorrer ao DPO.

Mas por que recorrer à confidencialidade durante o processo? Porque isso permite ao Spotify conhecer qual é o real interesse dos investidores em suas ações antes de tomar a decisão de iniciar a oferta pública. Esse processo pode, inclusive, diminuir taxas de serviço no futuro, quando o IPO for lançado, uma vez que serve como pesquisa de risco.

Entretanto, a possibilidade de o Spotify iniciar a oferta pública pode ser barrada devido ao processo aberto pela gravadora Wixen Music Publishing em desfavor ao serviço de streaming. Na ação, a gravadora refere que os ganhos dos artistas não é condizente com as legislações de direitos autorias e exige US$ 1,6 bilhão do Spotify.

Acredita-se que, enquanto o processo correr, as ações do Spotify não serão tão valiosas no mercado, que pode ficar temeroso em investir sem saber se está comprando uma dor de cabeça de lutas jurídicas intermináveis, semelhantes às enfrentadas pela Uber com seus motoristas parceiros e a qualidade do vínculo profissional entre eles.

A equipe do Spotify não está comentando o caso, mas fontes próximas à administração da plataforma contam que os planos miram a listagem do DPO da empresa antes de abril de 2018.

Terra

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