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Desigualdade

Fortaleza concentra quase metade dos médicos do Estado

Quando analisado o total de médicos registrados no Estado, incluindo aqueles que atuam na rede privada, apenas 3.141 estão lotados no Interior, enquanto 10.028 ficam em Fortaleza (Foto: Reprodução)
Em 12/01/2018 às 06:40

Com 12.470 profissionais atuando pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Ceará consegue atingir um importante indicador e disponibilizar cerca de 1,39 médico para cada 1.000 habitantes, proporção recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados, referentes a 2016, foram divulgados na quarta-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). A igualdade na distribuição desses profissionais pelo Estado, contudo, continua sendo um gargalo para garantir o acesso da população aos serviços. Do total de médicos, 5.214, ou 41%, trabalham na Capital. Os demais se dividem entre 183 municípios cearenses restantes.

Enquanto Fortaleza apresenta proporção de 2 médicos por 1.000 habitantes, cidades vizinhas, como Caucaia e Maranguape, por exemplo, ficam abaixo da média preconizada pela OMS e possuem 0,81 e 0,90, respectivamente, médicos por 1.000 habitantes. Em outras regiões, municípios como Nova Russas (0,78), Pedra Branca (0,72) e Senador Pompeu (0,83) também não atingem os parâmetros do órgão mundial.

Dados do Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) de janeiro deste ano apontam discrepâncias ainda mais acentuadas. Quando analisado o total de médicos registrados no Estado, incluindo aqueles que atuam na rede privada, apenas 3.141 estão lotados no Interior, enquanto 10.028 ficam na cidade de Fortaleza.

As diferenças entre os dois cenários são atribuídas pelo Cremec a fatores que vão desde os vínculos trabalhistas oferecidos a profissionais em municípios de pequeno porte à escassez de condições de trabalho e de qualidade de vida no Interior.

Estabilidade

O vice-presidente da entidade, Helvécio Feitosa, ressalta que a grande maioria dos médicos em atuação fora da Capital trabalham por meio de contratos temporários, sem estabilidade de emprego. "A situação do médico no Interior é instável porque não tem concurso, então muitas vezes o médico fica a mercê do prefeito da ocasião ou fica mudando de uma cidade para outra", destaca.

Helvécio cita, ainda, a falta de perspectivas de ascensão dos médicos em pequenos municípios. Para o representante do Conselho, a inexistência de um plano de progressão de carreiras para a categoria dentro do SUS, a exemplo do que acontece no Sistema Judiciário, não dá condições de evolução profissional.

O vice-presidente também alega que a precariedade das condições de trabalho no Interior afastam os profissionais. "Pelas facilidades que existem em Fortaleza e nos grandes centros, de melhor qualidade de vida, de poder se deslocar de um emprego para outro, de ter maiores oportunidades, os médicos preferem ficar, mesmo que às vezes ganhem menos. Acaba sendo melhor tanto para ele quanto para a sua família", acrescenta.

Regionalização

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) ressalta que o processo de regionalização da Saúde no Ceará teve como consequência a geração de mais oportunidades para médicos no Interior. O órgão destaca a implantação dos hospitais regionais Norte, do Cariri e do Sertão Central; de 19 policlínicas em municípios como Acaraú, Baturité, Campos Sales e Russas; e de 32 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Fonte: Diário do Nordeste

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