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Ceará tem proteção natural contra febre amarela, mas mosquito Aedes aegypti pode ser vetor
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Ceará tem proteção natural contra febre amarela, mas mosquito Aedes aegypti pode ser vetor. (Foto: Reprodução)

Em 13/01/2018 às 14:20
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Os episódios de morte de macacos por febre amarela em parques de São Paulo registrados nos últimos meses voltaram a preocupar os cearenses e o restante do País sobre o ressurgimento de casos urbanos da doença. Em entrevista ao Diário do Nordeste, o infectologista pediátrico Robério Leite, do Hospital São José (HSJ), destacou que o Ceará possui barreiras naturais contra o surto da infecção na Região Sudeste, mas que o risco de ocorrências não é zero.

De acordo com o boletim divulgado na última terça-feira (9) pelo Ministério da Saúde, desde julho do ano passado até o dia 8 deste mês, foram confirmadas 11 ocorrências de febre amarela e 4 óbitos no Brasil, sendo 2 em São Paulo, 1 em Minas Gerais e 1 no Distrito Federal. O Ceará não tem registros.

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Segundo o especialista, a teoria mais aceita por pesquisadores sobre o recente aumento de casos no Sudeste é a existência de corredores ecológicos com a presença de primatas não humanos por onde tem circulado o vírus da doença no País.

"Ao que parece, a Região Nordeste tem condições naturais para que esse surto não chegue. Temos uma proteção natural em relação a isso, então nossa situação é mais confortável nesse ponto de vista", ressalta Robério.

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No entanto, o infectologista observa que o Ceará já teve epidemia de febre amarela no século 19, mostrando que o Estado possui características facilitadoras de propagação da doença. Conforme documentos do Instituto do Ceará, os primeiros casos da doença foram registrados em 1851, em municípios como Quixeramobim, Baturité, Pacatuba, Aquiraz e a própria Capital.

A existência de um vetor potencial no Estado, Aedes aegypti, também contribui para uma possível disseminação da doença. "Não podemos dizer que o risco é zero. Porque, com a presença e o descontrole em relação em relação ao Aedes, o Estado importar casos e, a partir daí, estabelecer um vínculo epidemiológico não é impossível de acontecer", diz Robério Leite.

Vacinação

Diante do cenário favorável, o infectologista destaca que a única prevenção é a imunização de pessoas que devem viajar para áreas de recomendação da vacina. Neste ano, o número de locais que exigem proteção foi ampliado, abrangendo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia. A lista completa de municípios com indicação está disponível no site do Ministério da Saúde.

Para quem pretende se ir a um desses destinos, a vacina contra a Febre Amarela é disponibilizada nas seguintes unidades de saúde de Fortaleza: posto de saúde Paulo Marcelo (Centro); Centro de Saúde Escola Meireles (Meireles); posto de Saúde Robero Bruno (Fátima) e posto de Saúde Messejana (Messejana).

Fonte: Diário do Nordeste


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