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Monitor

Chuvas reduzem índice de seca extrema e excepcional no Ceará

Monitor da Seca registrou diminuição significativa da seca no Ceará em relação a igual período do ano passado (Foto: Reprodução)
Em 26/01/2018 às 06:30

O Monitor da Seca, ferramenta do Governo Federal para o monitoramento da situação da seca no Nordeste com colaboração de instituições estaduais, como a Funceme, registrou diminuição significativa da seca no Ceará em relação a igual período do ano passado. O mês de dezembro de 2017, época que antecede a quadra chuvosa e já período de chuva no sul do Estado, mostrou um território antes padecendo 100% por seca grave, extrema e excepcional, agora com áreas até com seca fraca.

O Centro-sul do estado, área com seca excepcional, é a que permanece com a maior estiagem. De acordo com as informações do monitor, os percentuais de seca no estado, em dezembro de 2016, eram 58,02% de seca excepcional, 91% de seca extrema, 100% de seca grave, 100% seca moderada e 100% seca fraca. Para entender melhor, é preciso considerar o grau de evolução das secas, que começam com seca fraca e evoluem até seca excepcional. Ou seja, todo o estado já havia passado pela situação de seca fraca, seca moderada e seca grave, 91% dele evoluiu para seca extrema e 58,02%, para seca excepcional.

De acordo com o relatório do monitor, "as poucas chuvas que ocorreram nesse mês de dezembro não melhoraram o quadro de seca grave no extremo norte até seca excepcional no centro-sul do estado", além de avanço da condição de seca extrema em direção ao norte do Ceará.

Fraca

O panorama de dezembro passado se apresenta significativamente melhor. Ainda que as precipitações tenham sido abaixo da média histórica para o período, foram muito próximas do índice. A condição de seca fraca ainda atinge 100% do estado, mas a de seca moderada diminuiu para 96,51% e a de seca grave, para 76,38%.

A maior queda foi dos territórios em seca extrema, agora apenas 56,65%, e seca excepcional, acometendo 32,23% do território. De acordo com o Monitor, o mapa apresenta desvios positivos nas áreas litorâneas e na estreita faixa na parte sul do sertão central. No sul do estado, região do Cariri, choveu bem menos que o esperado, "o que fez com que não alterasse a condição de seca excepcional, já instalada na região". A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) agora apresenta apenas seca fraca,

Outros estados da porção norte da região Nordeste também têm em dezembro e janeiro o início da pré-estação chuvosa, que ocorre entre fevereiro e maio. Os maiores volumes de chuva concentraram-se nas regiões extremo sul e oeste do Maranhão, registrando 150-250 mm, extremo sul do Piauí, até 200 mm, e a nas regiões noroeste, extremo oeste, sul e extremo sul da Bahia, até 250 mm. No relatório, o monitor afere que "nos demais estados não foram registrados volumes mensais de chuvas superiores a 100 mm".

Média

Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Ceará não tem, desde agosto do ano passado, nenhum município em situação de seca severa. A instituição se baseia no Índice de Precipitação Padronizada (SPI) e no Índice Integrado de Seca (IIS), uma média geométrica a partir de dados de sensoriamento remoto, e do percentual de precipitação.

O Cemaden ainda mostra que o estado se mantém há cinco meses sem população vivendo em áreas de extrema seca, e que as áreas cobertas por pastagens impactadas pela seca atingiram, no mês de dezembro, municípios do extremo sul do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste

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