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Desemprego

Brejo Santo fecha 2017 com maior número de demissões da década

Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
Em 30/01/2018 às 08:55
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Foram fechados 1.143 postos de trabalho no município entre janeiro e dezembro (Foto: Guto Vital/ Agência Miséria)

Com a redução de 1.143 postos de trabalho, o saldo de demissões no município de Brejo Santo em 2017 é o maior dos últimos 11 anos. Os dados foram levantados com exclusividade pelo Site Miséria, de acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).

Durante todo o ano passado, 2.594 pessoas foram demitidas nos oito setores catalogados pelo órgão, e apenas 1.451 trabalhadores iniciaram vínculo empregatício com carteira assinada.

O período de maior geração de emprego em Brejo Santo foi no ano de 2013, quando 2.159 pessoas foram admitidas e apenas 835 perderam o emprego, resultando em um saldo positivo de 1.324 novos postos de trabalho.

ANO A ANO

Seis dos últimos 11 anos registraram balanço positivo na criação de vagas de trabalho no município. Além da contagem feita em 2013, nos períodos de 2007; 2009; 2010; 2014 e 2016 as ofertas de emprego foram de 34; 48; 268; 1.015 e 239, respectivamente. Já em 2008, 2011, 2012 e 2015 (além do ano passado), os índices negativos de vagas fecharam em -45; -50; -177 e -340.

SETORES

Entre os setores empregatícios de Brejo Santo, o CAGED catalogou o de Indústria de Transformação como o que mais gerou postos de trabalho em 2017, com 123 vagas criadas. Já o setor de Serviços foi um dos que mais demitiu, com índice de - 1.062 entre janeiro e dezembro do ano passado. A subdivisão de setores não especificados (Outros) também fechou com saldo negativo de -1.143 postos.

OUTRO LADO

Procurada pelo Miséria, a prefeitura de Brejo Santo justificou o número expressivo de demissões  em decorrência da finalização dos maiores trechos das obras da Transposição do Rio São Francisco que passam pelo município.

"Assim, iniciada a fase de conclusão das citadas obras, temos como consequência lógica a redução da mão de obra empregada nos canteiros. O que decerto, impacta no índice geral de empregos formais no município", disse através de nota.

A gestão diz ainda que "os empregos gerados pelos empreendimentos públicos mencionados seriam temporários, ou seja, permaneceriam somente enquanto durasse a obra". De acordo com a administração, há um plano de políticas públicas visando fomentar a geração de novos empregos, sobretudo na área de industrialização.

Através do seu setor jurídico, o governo de Brejo Santo ainda afirma que em 2017 foi inaugurado uma fábrica de calçados, gerando atualmente mil empregos diretos, e que há perspectiva para investimento de R$ 8 milhões na construção de um novo galpão, obra que deverá gerar mais 700 empregos, conclui a prefeitura.

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