Domingo
18 de Fevereiro de 2018
Publicidade
Publicidade
Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
Publicidade
Publicidade
IBGE

Previdência perde 1,09 milhão de contribuintes em 2017

Dados fazem parte da pesquisa de emprego, a Pnad Contínua (Foto: Reprodução)
Em 31/01/2018 às 16:45

A Previdência Social perdeu, ao longo de 2017, 1,09 milhão de contribuintes, divulgou o IBGE nesta quarta-feira (31).

Os dados fazem parte da pesquisa de emprego, a Pnad Contínua. O país encerrou o ano passado com 58,1 milhões pessoas ocupadas que contribuíram para a Previdência. Esse montante representou queda de 1,9% em relação aos 59,2 milhões de pessoas que contribuíram em 2016.

A soma inclui apenas pessoas ocupadas, que são cidadãos que de fato têm um emprego. Ao final do ano passado, 64,1% dos ocupados contribuíam para a Previdência. Um ano antes, esse percentual era de 65,5%.

Trabalhadores com carteira assinada recolhem de forma compulsória a alíquota que é destinada à Previdência. O desconto ocorre direto no contra-cheque. Autônomos (trabalhadores por conta própria) podem recolher, mas precisam adquirir um carnê.

Segundo do coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a queda na contribuição para a Previdência está ligada também a queda na formalização do mercado de trabalho. Cerca de 1,4 milhão de trabalhadores deixaram de contribuir com a Previdência desde 2014, ano de início da recessão, mas o movimento se intensificou no ano passado.

Em 2017, por exemplo, o país fechou 685 mil postos com carteira assinada, e encerrou o ano com total de 33,2 milhões de pessoas nessa condição. Na outra ponta, o contingente de trabalhadores sem carteira teve incremento de 598 mil e os trabalhadores por conta própria cresceram em 1,07 milhão de pessoas.

A queda no percentual de ocupados que contribuem para a Previdência ocorre em meio ao debate do governo para reformar o modelo previdenciário no país. A Previdência Social fechou 2017 com deficit recorde de R$ 268,8 bilhões, considerando o resultado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do regime dos servidores públicos da União.

O governo defende a reforma da Previdência sob o argumento de que a perspectiva de um aumento no deficit faria colapsar as contas públicas. Mercado financeiro e indústria aguardam o governo colocar suas contas em dia para retomar os investimentos.

No Congresso, contudo, a votação tem sido constantemente postergada. O governo precisa ter certeza de que irá aprovar a matéria antes de enviá-la para votação. A base aliada negocia apoio em troca de cargos ou emendas parlamentares. Há ainda por parte dos aliados o desejo de evitar exposição ao tema polêmico em ano eleitoral.

O governo trabalha com prazo até fevereiro para conseguir aprovar a reforma. Caso não consiga colocar em pauta, a possibilidade é que o tema só volte a ser debatido no ano que vem, depois das eleições.

O presidente Michel Temer tem feito uma romaria por programas da televisão aberta para defender a reforma.

A perda de contribuintes não foi algo exclusivo do ano de 2017. Em 2012, por exemplo, o país estava no nível mais baixo do percentual de trabalhadores ocupados que contribuíam para a Previdência Social. Nos últimos seis anos (de 2012 a 2017), a previdência perdeu 2,7 milhões de contribuintes.

 

noticiasaominuto

Publicidade
Compartilhe
Comentários
Publicidade
Publicidade
TJ Seguros
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
© ACONTECEU, TÁ NO MISÉRIA
Quer reproduzir nosso conteúdo no seu blog ou site? Estabeleça uma parceria clicando aqui.
Desenvolvido por Kleber Ferreira