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Desde 1930

Turma da praça ganha bancos durante reforma e garante os encontros tradicionais aos domingos

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Em 04/02/2018 às 11:00
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Turma pede e bancos são instalados na praça, tradição continua (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

Após o fechamento da Praça Padre Cícero para o início das obras de reforma no início de janeiro, a turma boa que se reúne ali todo domingo se viu órfã do tradicional banco usado há décadas como palco de boas conversas. 

Com o isolamento, uma tradição de gerações permaneceu sob a ameaça de um hiato de pelo menos um ano, tempo estimado pela prefeitura de Juazeiro do Norte para que a obra seja concluída. 

A boa notícia, no entanto, é que houve a sensibilização dos que reconhecem a importância do encontro da turma, e a promessa de instalar o banco foi feita. 

Dez dias após os tapumes serem postos em volta da praça, o famoso banco foi novamente chumbado, garantindo o espaço da turma mesmo durante o quebra-quebra que iniciou no lugar desde então. 

Em seu perfil no Facebook, o historiador e um dos maiores entusiastas da memória juazeirense, Daniel Walker, comemorou o feito e agradeceu ao prefeito em exercício Giovanni Sampaio, que sensibilizou-se à causa.  

Escreveu Daniel no último dia 18 de janeiro: "hoje pela manhã o prefeito em exercício Giovani Sampaio compareceu ao local e ordenou a colocação de dois bancos para que os frequentadores dominicais da Praça Padre Cícero possam usar. 

O historiador relembra que a tradição  começou ainda na década de 1930, logo após a antiga Praça Almirante Alexandrino passar a contar com seus bancos. 

"Esse tipo de encontro é muito comum nas cidades brasileiras. Em Juazeiro  a turma se reúne para falar sobre futebol, política, religião, história e não apenas fofocar como as más línguas dizem. Como entre os frequentadores há muitos historiadores e memorialistas a história da cidade lá é comentada e dissecada todo domingo, sempre trazendo para os ouvintes uma boa gama de conhecimentos", completou. 

Mulheres? "Nunca houve briga ou qualquer tipo de discriminação, sendo notada a presença de gente de todas as camadas sociais e culturais que convivem na maior harmonia. Geralmente não há mulheres, mas elas não estão impedidas de comparecer". 

Conceição Dantas, Alci Dantas, Diana Barbosa, Tereza Neuma, Cremilda Sampaio, são algumas que já participaram

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