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Fortaleza

Código da Cidade prevê fiação subterrânea e reúso de água

Em 07/02/2018 às 07:00
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Uma das propostas do Código da Cidade é a instalação de fiação subterrânea nos logradouros públicos da Capital no prazo de 10 anos (Foto: Reprodução/ Diário do Nordeste)

Com votação prevista para esse semestre na Câmara Municipal, a minuta de lei do Código da Cidade de Fortaleza foi apresentada ontem (6) pela Prefeitura Municipal. O documento, que atualiza pontos do Código de Obras e Posturas do Município, em vigência desde 1981, traz regulamentações de processos relacionados à qualidade ambiental, à construção de edificações e aos serviços e obras urbanas. Dentre as novidades presentes no texto, estão medidas que determinam e a implementação de iniciativa de armazenamento e reúso de águas pluviais e a instalação de fiações subterrâneas.

O projeto, classificado pela Prefeitura como um "manual de boas práticas" para a Cidade, deve modernizar normas do antigo código que permaneceram sem alterações por mais de três décadas. "A cidade de Fortaleza se modernizou e algumas práticas passaram a ser corriqueiras na cidade, mas não tiveram nenhum tipo de regulamentação. O novo código vem para atualizar a relação do cidadão com a cidade", explica o prefeito Roberto Cláudio.

O documento foi dividido em quatro partes. A primeiro delas, Ambiente Natural, trata de novas regras de monitoramento, gestão, controle e melhoria dos recursos naturais da Capital, no que diz respeito às poluições do solo, da água, do ar, além das poluições sonora e visual. Um dos pontos é a criação de padrões de qualidade ambiental, ou seja, valores limites de concentrações para cada poluente no ambiente.

Meio ambiente

O projeto também aborda o Ambiente Construído, onde estão inseridas as iniciativas de armazenamento e reúso de águas pluviais e de reúso de "água cinza", líquido residual de processos domésticos. A ideia é utilizar ambos os recursos para fins não potáveis, como irrigação paisagística; lavagem de áreas comuns internas, veículos e logradouros públicos; e descarga em vasos sanitários.

"Hoje, não se reaproveita a água das chuvas, então o código vai fazer com que ela seja reutilizada por condomínios, para aguação. Com as águas cinzas, podemos fazer todo um procedimento de lavatório. Isso faz com que essas águas sejam reaproveitadas e a gente gaste menos com água potável, que é importante para a Cidade", destaca Águeda Muniz, secretária municipal de Urbanismo e Meio Ambiente. O livro "Posturas Municipais" traz como destaque a instalação de fiação subterrânea nos logradouros públicos da Capital no prazo de 10 anos.

A medida se refere a cabos de energia elétrica, telefonia, Internet, TV por assinatura e atividades similares. De acordo com o documento, nos próximos três anos, as empresas prestadoras desses serviços deverão solicitar ao Município licenças necessárias para a substituição da rede aérea pela subterrânea.

Tempo

Segundo Roberto Cláudio, a mudança ocorrerá progressivamente, para que as empresas tenham tempo de se adequar. "Passaremos a exigir que essas empresas possam garantir o embutimento do cabeamento debaixo da terra como contrapartida. Isso vai garantir uma poluição visual muito menor do que existe atualmente", diz o prefeito.

Águeda Muniz destaca que a substituição deve começar por áreas históricas da cidade, consideradas "sensíveis ambientalmente", e se expandir para outras regiões. "O que está previsto é que sejam áreas de patrimônio histórico, o Centro da Cidade e a Beira Mar de Fortaleza", ressalta. "Depois isso vai se expandir até que, num dado momento, tenhamos uma cidade menos poluída visualmente e com infraestrutura de cabeamento, tanto para telecomunicação como para energia, mais segura", acrescenta a secretária.

O último trecho do documento, intitulado "Ética na Relação entre o Poder Público e Sociedade", fala sobre a criação de novos canais de participação popular nas decisões administrativas, a exemplo da realização de consultas e audiências públicas em ambientes virtuais.

Votação

O projeto do Código da Cidade encontra-se em tramitação na Câmara Municipal desde junho de 2016, quando foi enviado pelo prefeito Roberto Cláudio. Após a proposição de 111 emendas pelos vereadores, a previsão é que o texto seja votado ainda neste semestre, mas não há data definida.

"A gente vem debatendo o projeto desde 2016 e pretende que neste semestre ele seja votado na Câmara. Temos um trabalho muito interessado por parte dos vereadores e estamos discutindo e agindo de forma integrada com eles", afirma a secretária de Urnanismo e Meio Ambiente da Prefeitura de Fortaleza Águeda Muniz.

DiáriodoNordeste

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