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Em Fortaleza

Chikungunya tem redução de 85% dos casos

Em 16/02/2018 às 06:40
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Segundo a Prefeitura, a redução também está ligada ao trabalho do Comitê Permanente Intersetorial de Enfrentamento às Arboviroses (Foto: Reprodução/ Diário do Nordeste)

Fortaleza iniciou 2018 com um cenário epidemiológico mais animador do que o registrado um ano atrás. Nas seis primeiras semanas deste ano, tanto a dengue como a chikungunya apresentaram redução no número de casos confirmados na Capital em relação ao mesmo período de 2017. No que diz respeito à dengue, a queda observada foi drástica. A doença, que em janeiro do ano passado, fez 1.236 vítimas, teve 50 ocorrências confirmadas até a 6ª semana de 2018, número quase 25 vezes menor. Já as confirmações de chikungunya caíram de 421 para 61, cerca de 85% a menos.

Os dados são dos boletins epidemiológicos semanais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com o documento referente à situação da dengue, a taxa de incidência da doença neste ano variou entre 1,2 e 2,8 casos por 100 mil habitantes, representando "quadro de baixa transmissão". Os bairros mais afetados pela arbovirose até o momento são Cristo Redentor, Granja Portugal e Parque Genibaú, cada um com quatro casos confirmados. Bom Sucesso e Jacarecanga, com três casos cada, também estão entre as regiões com mais ocorrências.

No que diz respeito à chikungunya, a taxa de incidência acumulada das seis primeiras semanas de 2018 foi de 2,3 casos por 100 mil habitantes. Mais uma vez, o Cristo Redentor é o bairro com maior número de confirmações da doença na Capital (7). Em seguida, vêm o Conjunto Ceará I (6), o Bom Jardim (5), a Barra do Ceará (4) e o Parque Genibaú (4).

Para o infectologista pediátrico Robério Leite, do Hospital São José, a redução da quantidade de registros é comum após anos de grandes epidemias, como foi o caso de 2017. O motivo é que a alta disseminação de ambas as doenças ao longo do ano passado diminuiu o número de pessoas suscetíveis. "A expectativa que se tem nos anos seguintes é que haja uma redução importante do número de casos, porque as pessoas que poderiam se infectar já adquiriram imunidade", diz o especialista.

Clima

Leite destaca, ainda, que, neste início de ano, as condições climáticas observadas em Fortaleza, determinantes para a reprodução e proliferação do mosquito Aedes aegypti, diferem das de 2017, fato que também se reflete na mudança significativa no número de casos.

"No ano passado se observou que as arboviroses incidiram um pouco antes do habitual, então temos que ver mais para a frente o que vai acontecer, porque as chuvas tendem a aumentar a ação do mosquito", explica o infectologista, alertando para a necessidade de cautela na análise dos dados mais recentes. "Além das chuvas, tem a questão da temperatura ambiente. Existe uma temperatura ideal e o mosquito é muito sensível para isso. Em uma mesma cidade, há microclimas que facilitam a expansão ou não do número de mosquitos se desenvolvendo", acrescenta o médico.

O gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da SMS, Atualpa Soares, também afirma que é preciso esperar o fim das precipitações para que haja uma ideia real dos resultados. "O período chuvoso ainda está no começo e, de acordo com o histórico, os meses mais incidentes vão de março a maio. Já é um bom começo, um indicativo de que esse ano podemos ter melhores resultados, mas também é muito cedo para falar", diz.

Ações

Na visão do representante da SMS, a redução da quantidade de ocorrências registradas em Fortaleza pode ser atribuída, em grande parte, aos esforços da população. "Se a gente tem sucesso, 80% dele é da população, pois 8 em cada 10 focos do mosquito ficam dentro de domicílios", afirma Soares.

O gerente ainda salienta o trabalho realizado pela Secretaria a partir da criação do Comitê Permanente Intersetorial de Enfrentamento às Arboviroses, em 2017, que implantou ações de combate e conscientização intersetoriais, "trabalhando melhor os dados de regiões e o seu histórico, além de estratégias de comunicação e pesquisa", frisa. (Colaborou Marina Gomes)

Diário do Nordeste

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