Ceará
Julgamento
Motorista que matou motociclista ao tentar atropelar travesti vai à júri popular
Compartilhar

Homem atropelou o motociclista que foi socorrido, mas não resistiu (Foto: Reprodução/ Tribuna do Ceará)

Em 20/02/2018 às 06:50
Publicidade

Motorista acusado de tentar atropelar travestis e matar o motociclista Auricélio Lima Vieira, em maio de 2017, será levado a júri popular por homicídio e embriaguez ao volante um ano depois do crime. A decisão foi proferida pelo juiz auxiliar Edson Feitosa dos Santos, na 4ª Vara do Júri de Fortaleza.

Na época, o réu Victor de Carvalho Alves foi flagrado em vídeo dirigindo perigosamente e fugiu do local. Ele segue cumprindo medidas cautelares aplicadas pela Justiça.

Publicidade


Prestes a completar um ano do crime, que ocorreu em abril de 2017, o réu será julgado por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa, mesmo sem querer provocar morte assume o risco de ela ocorrer. Era, inclusive, vontade da família que o responsável respondesse por homicídio doloso.

Além disso, também deve responder por embriaguez ao volante. O acidente foi flagrado em vídeo e o condutor trafegava na contramão, numa rua da capital cearense, quando se chocou com o motociclista. O motorista fugiu do local e se apresentou somente dois dias depois à polícia.

Publicidade


O réu também havia sido denunciado por tentativa de homicídio contra duas duas pessoas, não identificadas, mas apontadas como travestis. Sobre esses crimes, o juiz decidiu pela impronúncia, considerando que as vítimas não foram encontradas nem ouvidas. Assim, desconsiderando a acusação. No entanto, o juiz ressalta que não se trata de absolvição, portanto ““possibilitando que, retomadas as investigações pela autoridade policial, caso encontrados indícios consistentes, possa vir o réu a ser pronunciado oportunamente”, esclareceu o juiz.

As medidas cautelares foram mantidas e vêm sendo aplicadas desde junho de 2017, já que Victor de Carvalho não foi preso de imediato. O acusado precisa comparecer mensalmente à Central de Alternativas para justificar atividades, recolher-se em casa durante a noite e fazer o uso da tornozeleira eletrônica para fiscalização da medida. Também foi proibido de mudar de endereço ou de se ausentar sem informar à Vara, alé de não dirigir qualquer veículo automotor durante o processo. A proibição de qualquer aproximação com vítimas e testemunhas segue mantida, tendo que se manter a 200 metros de distância, no mínimo.

Relembre o caso

No momento do acidente, ele estaria perseguindo duas travestis pelas ruas de Fortaleza, quando aconteceu a colisão fatal. O acidente ocorreu na Rua Antônio Augusto, Bairro Joaquim Távora. A versão de Vitor aponta que as travestis seriam amigas de uma prostituta que ele conhecia. Segundo ele, as travestis tentaram assaltá-lo e, por isso, ele reagiu dessa maneira.

A vítima, Auricélio Lima Vieira, 55 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Após a colisão, o motorista abandonou o carro em um supermercado. As câmeras de segurança flagraram o motorista chutando uma peruca para debaixo de outro veículo no estacionamento.

Tribuna do Ceará


Compartilhar

Publicidade
Mais do Site Miséria
Publicidade

Enquete
Você acha que deve haver leis mais duras para quem agride animais no Brasil?

Qual seu sexo?

timelineResultado Parcial
TV Miséria
Humor