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Ex-lateral-direito
Zé Carlos, 20 anos depois: da "glória"na Copa à vida pacata
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O ex-jogador da Seleção Brasileira, Zé Carlos (Foto: Reprodução)

Em 02/03/2018 às 10:45
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Zé, se você jogar mal, imagina o que vai acontecer na sua carreira?” A pergunta de um jornalista jamais foi esquecida por Zé Carlos, 50 anos, ex-jogador com passagens por São Paulo, Grêmio e clubes menores, e protagonista de uma história incrível com a seleção brasileira numa Copa do Mundo. Há duas décadas, o esforçado lateral-direito foi convocado por Zagallo para ser reserva na Copa de 1998, na França. Ele havia feito apenas uma temporada de destaque no São Paulo e já beirava os 30 anos, o que levantou dúvidas nos torcedores. A desconfiança virou desespero quando Cafu foi suspenso da semifinal, que seria contra a poderosa Holanda. Vinte anos depois, Zé Carlos vive de forma pacata em Presidente Prudente (SP) e relembra seus momentos de glória e aquela inesquecível noite de 7 de julho de 1998, em Marselha.

O lateral nasceu em Presidente Bernardes, cidade paulista onde mantém um sítio, próxima à casa onde vive com a mulher e os dois filhos na vizinha Prudente. Tem uma pequena empresa do ramo de construção civil e também uma escolinha de futebol para crianças e adolescentes na cidade. “A fama passou, essa história já acabou”, diz, com jeito simples de homem do interior.  Recentemente, aceitou convite do Partido da República (PR) para ser pré-candidato a deputado estadual.

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Zé Carlos se aposentou dos gramados em 2005, pelo Noroeste, com um currículo incomum. Até os 22 anos, apenas jogava peladas com os amigos, ainda como meio-campista, quando fez um teste no São José dos Campos, então treinado por Emerson Leão. De lá, foi para o Nacional, da capital paulista, onde foi orientado a se tornar um lateral, para aproveitar sua força física e capacidade de fazer bons cruzamentos. Ainda passou sem sucesso por São Caetano, União São João, entre outras equipes, até chegar à Matonense, em 1997. Campeão da Série A2 do Paulistão, recebeu uma ligação do São Paulo. “Nunca tive empresário, sempre atendi meu telefone. O treinador Darío Pereyra gostou de mim, e fui para o Morumbi. Tudo mudou.”

 

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