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Atacante

´Não sextou ainda?´: Sheik brinca, mas evita polêmicas antes de clássico

Em 02/03/2018 às 19:00
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Sheik evitou polêmicas antes do clássico contra o Santos (Foto: Reprodução/ Terra)

Emerson Sheik mostrou mais uma vez que está diferente nesta passagem pelo Corinthians. Aos 39 anos, o atacante deu entrevista coletiva nesta sexta-feira e evitou polêmicas antes do clássico contra o Santos. A nova versão do jogador, porém, ainda conta com o tradicional bom humor.

 - Não "sextou" ainda? - cornetou Sheik, antes da última pergunta da entrevista coletiva.

Bastante contido, o atacante disse que o Corinthians pode ser a "primeira força", criticou o clássico com torcida única e disse que a rivalidade com Palmeiras e São Paulo é mais forte do que com o Santos. Veja abaixo:

Como tem se sentido no Corinthians, sendo quase sempre a primeira opção para entrar no ataque?
Quando as conversas começaram pelo meu retorno, a ideia inicial era essa: nada de homenagem, festa, e sim trabalhar. Esse foi o motivo que me fez voltar. Desde o início disse que não viria a passeio, eu vinha para jogar. Existe um baita respeito entre os atletas. Entendo que são momentos diferentes, mas me sinto extremamente útil. O Fábio (Carille) está atento a todos os jogadores, não só os 11 que estão em campo. Venho me dedicando diariamente. Ele tem me visto e visto os outros atletas também.

Uma vitória sobre o Santos embala ainda mais a equipe?
Tão importante quanto a vitória é jogar bem, merecer vencer. A gente escuta isso nos quatro cantos do CT, merecimento. É importante vencer, mas merecer vencer é tão importante quanto. O pensamento tem que ser esse: entrar, jogar futebol e merecer vencer o Santos. Esse é nosso pensamento. Óbvio que uma vitória no clássico motiva mais, deixa o ambiente alegre. Mas é um clássico, e tudo pode acontecer.

É melhor jogar no Pacaembu do que na Vila Belmiro?
Acho que não (é tão vantajoso jogar no Pacaembu). Depende do grupo e dos atletas que vão jogar, às vezes um mais novo pode sentir. Mas não vejo esse fator trazer tanta mudança no clássico, vejo uma igualdade. Os números podem mostrar o contrário, mas quando a bola rola é diferente. Por jogar na Vila, que é o estádio deles, onde estão acostumados, talvez seja mais difícil. É um jogo com grandes jogadores, dois grandes treinadores, e talvez os detalhes definam a partida.

Em qual estágio está o clássico contra o Santos?
É um clássico. Vou tentar ser inteligente para não soar mal. Acho que a rivalidade dos últimos anos contra Palmeiras e São Paulo é um pouco mais forte. Contra o Santos, não tanto. Mas isso não tira a grandeza do Santos e nem a grandeza do clássico. Acho que essa rivalidade fora nos últimos anos ficou maior contra Palmeiras e São Paulo.

O Santos tem sido apontado como a "quarta força". Concorda? Acha que o Corinthians é a primeira?
O Corinthians está buscando se encontrar para talvez ser o time mais forte e competitivo de São Paulo e do Brasil. É difícil falar sobre os outros. Não é por querer me envolver em polêmica ou não. Eu não tô nem aí, falo o que penso. Mas não estou no dia a dia deles. Sobre o nosso dia a dia posso falar: um baita trabalho, com pessoas competentes e sérias, um grupo que sabe onde pode chegar, sabe que não está nas melhores condições, mas também sabe que pode chegar à excelência e chegar a ser primeira força.

Como vê o clássico com torcida única?
Eu sou um dos que pensam como os atletas mais antigos. Perder a magia não pode, e futebol brasileiro perdeu um pouco. As brincadeiras entre atletas, de apostas e zoeiras, não tem muito. Eu gosto das brincadeiras e provocações. Essa é a grande magia do nosso futebol. Talvez por isso o futebol seja nossa paixão. É extremamente triste jogar com uma única torcida, mesmo sendo a nossa torcida. Acaba tirando o direito de todos acompanharem o evento. Por outro lado, tem a parte da segurança. Uma vez que eu pago todos os impostos, entende que posso ir a todos os lugares e ter segurança. Não posso ir a fundo, não sei bem o que acontece. Para resumir, é muito triste ter uma torcida.

O Corinthians jogou na quarta, e o Santos na quinta. Isso atrapalha?
Não sou formado em fisiologia, mas acredito que pode atrapalhar. Na hora que a bola rola, pode mudar, o atleta tira energia da onde nem imagina. Essa tabela agora tenha desfavorecido eles, mas em outro momento pode desfavorecer outra equipe. Se tiver reclamação toda vez que isso acontecer, vamos falar disso sempre. Nosso calendário é muito complicado. Agora, eles, talvez, tenham sofrido algumas horas a mais. Daqui uma semana será outra equipe, e isso vai durar a temporada inteira.

Como tem visto o esquema 4-2-4, utilizado na Libertadores em 2012?
Em relação à parte tática: encaixou em 2012 na Libertadores, deu certo, o Corinthians ganhou o título. O Fábio fez uma mudança contra o Palmeiras, também nesse formato, e ganhou o jogo contra o Palmeiras. Agora contra o Millonarios começou mais ou menos com essa ideia, tivemos um primeiro tempo com o Millonarios marcando forte e dificultando nosso jogo, e o Fábio mudou a forma de jogar. Existem algumas formas para escolher, temos um treinador extremamente competente que certamente vai entender a melhor maneira de jogar em cada partida.

Terra

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