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Orla

Pesquisadores estudam surgimento de manchas marrons na Praia do Futuro

Em 04/03/2018 às 15:40
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O fenômeno também acontece em outros países, chegando a ter espécies de algas tóxicas, mas na orla da Praia do Futuro, até então, não foi detectada nenhuma condição negativa (Foto: Reprodução/ Diário do Nordeste)

A coloração escura que aparece na orla da Praia do Futuro, principalmente no primeiro semestre do ano, assusta os banhistas que visitam o local. Para acabar com as dúvidas que aparecem acerca da mancha marrom, pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), estudaram o fenômeno que aparece na Praia e concluíram diversos fatores que contribuem para isso.

De acordo com Marcelo Soares, professor do Labomar e um dos responsáveis pela pesquisa, apesar das pessoas associarem a cor e a mancha à óleo, sujeira e poluição, o fenômeno nada mais é do que microalgas. “Essas manchas são milhares de pequenas algas, que chamamos de microalgas porque só é possível ver através do microscópio. Como elas têm a coloração marrom, deixam essa cor no mar quando se acumulam”, explica o professor.

O fenômeno também acontece em outros países, chegando a ter espécies de algas tóxicas, mas na orla da Praia do Futuro, até então, não foi detectada nenhuma condição negativa. “Na verdade, ela é positiva para o mar. Para os pescadores, traz mais peixes, já que ela [a alga] alimenta algumas espécies, ou animais pequenos que os peixes comem, favorecendo a cadeia alimentar”, afirma Marcelo, enfatizando, ainda, que as microalgas não estão associadas à balneabilidade do mar.

O estudo feito pelo Labomar constatou que as microalgas são mais visíveis durante o primeiro semestre devido ao período chuvoso. Marcelo explicou que a água da chuva carrega mais nutrientes para a água do mar, proporcionando a proliferação das algas.

Além disso, as ondas são os principais fatores. “Na Praia do Futuro tem condições de ondas, ventos, e maré que favorecem esse fenômeno. Por isso não vemos as microalgas na Beira-mar, por exemplo, lá a água é muito parada. Essas algas ficam no fundo do mar, sempre. Mas com a chuva, a maré e as ondas fortes, elas são jogadas para cima. As ondas são essenciais para que as microalgas subam e, nessa primeira parte do ano, elas sempre são mais fortes nessa região”, explana o professor do Labomar.

Balneabilidade

A balneabilidade das praias é feita semanalmente, através de monitoramento da Superintendência Estadual de Meio Ambiente (Semace). O órgão informa através do seu site quando as orlas estão próprias ou não para banho. Frequentemente, esse dado muda de um dia para o outro na mesma praia. Marcelo Soares explica que isso acontece porque ainda existem muitas ligações clandestinas de esgoto. “A chuva carrega esse esgoto sem tratamento para o mar. Tem bairros em Fortaleza que não tem tratamento de esgoto. Nesses bairros, é mais comuns a praia não estar balneável, como no Vila do Mar”, exemplifica.

Diário do Nordeste

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