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Meteorologia

Institutos divergem sobre chuvas na Região Nordeste

Em 06/03/2018 às 07:30
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Institutos divergem sobre previsões (Foto: Reprodução)

Os institutos de meteorologia divergem sobre o prolongamento ou não das chuvas neste ano no Semiárido nordestino, inclusive no Ceará. O Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) desenvolveu uma plataforma de monitoramento com base em modelos estatísticos a partir das fontes utilizadas por institutos governamentais e privados de meteorologia para divulgação de indicadores de chuva para o Semiárido nordestino. Seu prognóstico é extremamente otimista.

O chefe do Lapis, meteorologista, Humberto Barbosa, prevê uma quadra chuvosa excepcional com prolongamento até início de junho e intensas chuvas em maio vindouro. "Do ponto de vista agrícola, será um período muito favorável, mas com relação ao sistema hidrológico, acúmulo de água nos açudes, requer atenção", explicou. "Tudo indica que teremos chuvas bem acima da média em maio, prolongando-se até junho".

Humberto Barbosa explicou que o modelo de divulgação de previsão de chuvas para cada mês com dez indicadores que variam entre extremamente seco e extremamente chuvoso tem o objetivo de facilitar a compreensão dos produtores rurais. "O nosso esforço é para que ocorra maior percepção entre os agricultores familiares", pontuou. "Essa divulgação de percentuais para acima, abaixo ou dentro da média, como é feita pela Funceme, não é clara, nem compreensível para a maioria das pessoas".

O otimismo de Humberto Barbosa não encontra eco no 3º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Recife. "Quanto mais longe a previsão, maior é a margem de erro", observou o meteorologista, Ednaldo Correia de Araújo, chefe de seção de previsão do Tempo do Inmet. "Há uma tendência das chuvas estarem acima da média até maio, neste ano, mas observamos que a partir da segunda quinzena de abril, deve começar a reduzir", frisou. "A média histórica para maio é reduzida, inferior a janeiro, que é mês de pré-estação chuvosa no Semiárido cearense".

O meteorologista Ednaldo Araújo mostrou preocupação com o afastamento da ZCIT e um ligeiro esfriamento das águas superficiais no Norte do Oceano Atlântico Sul. "Vamos ter períodos de estiagem, mas a gente espera que a ZCIT volte a se aproximar da costa cearense". O meteorologista da Funceme, David Ferran, confirmou o distanciamento, mas disse esperar pelo seu retorno a partir de amanhã.

A Funceme mantém a previsão para o trimestre (março, abril e maio) em que estabelece probabilidade de 45% de ocorrência de chuva acima do normal; 35% dentro da média histórica e 20% abaixo do normal, feita no último dia 22 de fevereiro. O Instituto Somar de meteorologia não divulgou previsão para o trimestre e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) não retornou as ligações na tarde de ontem.

Nos últimos três dias houve uma redução na quantidade de municípios e na intensidade das chuvas no Ceará. O fato decorre do afastamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema que traz precipitações para o Estado nessa época do ano. A Funceme registrou, ontem, chuva em 76 municípios. A maior foi observadas em Ubajara (43mm).

Nível médio

Segundo a Companhia Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) há seis açudes sagrando. São eles: Caldeirões (Saboeiro); Itaúna (Granja); Germinal (Palmácia); Tijuquinha (Baturité); Barragem do Batalhão (Crateús) e Colina (Quiterianópolis). O nível médio dos 155 açudes monitorados subiu para 8%. Em 1º de fevereiro, no início da atual quadra chuvosa, o índice médio estadual era de 6,67%. O açude Castanhão, o maior do Ceará, está com 3,04%.

O Açude Orós, o segundo maior reservatório do Estado, começou na madrugada desta segunda-feira, 5, receber aporte do Rio Jaguaribe, que aumentou seu nível no município de Iguatu nos últimos três dias. Centenas de pequenos e médios reservatórios já receberam aportes neste início de quadra chuvosa, mas o quadro geral ainda é preocupante, após seis anos seguidos de perda de reserva e baixo nível das barragens.

Fonte: Diário do Nordeste

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