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Acumulado do ano

Exportações do Ceará somam US$ 336,8 milhões; melhor em 5 anos

Em 06/03/2018 às 08:10
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Somente em fevereiro deste ano, as exportações do Estado totalizaram US$ 156,3 milhões, uma redução de 13,4% em relação a janeiro. Já as importações atingiram US$ 205,5 milhões, alta de 5,5% em relação ao primeiro mês do ano (Foto: Reprodução)

As exportações, no acumulado do ano de 2018, alcançaram em fevereiro a melhor marca dos últimos cinco anos, chegando a US$ 336,8 milhões. O valor é 1,5% maior que o registrado em igual período do ano passado. Os dados são do Ceará em Comex, documento divulgado ontem e elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), com base em números do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

As exportações cearenses em fevereiro de 2018 atingiram a cifra de US$ 156,3 milhões, valor 13,4% inferior aos US$ 180,5 milhões contabilizados em janeiro. Em comparação com o segundo mês do ano passado, o resultado é 10,9% inferior.

Já as importações tiveram crescimento de 5,5% em relação ao mês de janeiro deste ano. Em fevereiro, foram US$ 205,5 milhões em compras do exterior ante US$ 194,8 milhões do primeiro mês deste ano. Em relação à 2017, quando foi contabilizado US$ 126,9 milhões, o crescimento foi de 61,9%.

As importações em 2018, somando US$ 400,2 milhões, registraram o segundo maior valor dos últimos cinco anos, ficando atrás apenas de 2015.

Em fevereiro, a balança comercial do Estado do Ceará fechou com saldo negativo de US$ 63,5 milhões. A participação das exportações cearenses nos dois primeiros meses de 2018 na balança comercial do Nordeste foi de 13,60%, abaixo dos 14,52% registrados em 2017, e acima dos 11% das importações. Já a participação do Estado na balança nacional apresentou queda, de 1,09% para 0,98% nas exportações e aumento de 1,43% para 1,50% nas importações. Neste ano, o Ceará ocupa a 14ª colocação no ranking dos estados que mais exportam, mesma posição que era ocupada em dezembro.

Esperança

Para a gerente do CIN, Ana Karina Frota, apesar da balança comercial do Estado do Ceará ainda estar deficitária, a projeção é que as exportações voltem a crescer nos próximos meses, diminuindo a diferença atual para com as importações, levando a balança ao superávit.

"A expectativa é que, nos próximos meses, a gente tenha um volume de exportação, de valor exportado, superior, retomando o crescimento que foi observado. E apesar de registrarmos essa pequena retração, o Ceará continua o 14º principal exportador do Brasil, acima de Pernambuco", destacou ela.

Conforme Karina, houve surpresa na diminuição das exportações no último mês. Contudo, nada que afete as boas expectativas para o decorrer do ano.

"Considerando o último ano, de 2017, e o começo deste ano, apesar de em ambos os casos a balança estar deficitária, a diferença vem diminuindo o déficit. Era muito maior. Mas como as exportações do Ceará estão mantendo uma linha de crescimento mais acelerada até que o Brasil, conseguimos reduzir o déficit. O mês de fevereiro nos trás uma surpresa, em que naquelas exportações há mais de dois meses em constante crescimento, percebemos uma pequena retração. Isso acontece pois tivemos uma queda no setor de couros e peles", observou.

Dentre os dez principais municípios exportadores do Estado, seis apresentaram crescimento. São Gonçalo do Amarante, que lidera a lista com US$ 180,2 milhões, representando mais da metade das vendas externas. Sobral vem em seguida, com US$ 32,4 milhões. Fortaleza caiu para o terceiro lugar, sendo seguida por Icapuí. Dentre os principais setores exportados pelo Ceará, "ferro fundido, ferro e aço" segue liderando a lista, com mais de US$ 181,2 milhões. Em relação a igual período de 2017, o aumento foi de 8,4%.

Para a gerente do CIN, é preciso haver maior aproximação entre os pequenos empresários e o comércio exterior para que Fortaleza retome o crescimento das exportações. Ela cita a presença do hub da Air France/KLM-Gol como alternativa. "A Capital tem como crescer em vendas externas a partir do momento em que nós trabalharmos de forma mais próxima o comércio exterior com a pequena empresa. Aí, tem condições de unir a exportação da micro e pequena empresa com a possibilidade do hub aéreo. Temos condições de avançar, mas não percebo isso como algo a curto prazo", ponderou.

Países

Mais de 25% (US$ 85,1 milhões) das exportações em fevereiro seguiram para os Estados Unidos. A Alemanha vem a seguir, como segundo principal destino, com US$ 45,7 milhões.

Fonte: Diário do Nordeste

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