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"Situação precária"
Saúde do município de Crato está na UTI e se agrava por falta de medicamentos, diz vereador
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Posto na avenida Teodorico Teles, em Crato (Foto: Felipe Azevedo/Agência Miséria)

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Em 06/03/2018 às 16:10
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A Saúde do município de Crato está na UTI. É o que disse o vereador Jales Duarte Velloso (PSB), em entrevista ao Miséria na manhã desta terça-feira (6). Jales é um dos únicos que se declaram como oposição ao governo do prefeito Zé Ailton Brasil (PP) na Câmara Municipal.

Além dele, também figura como opositor o vereador Nando Bezerra (PTB).  Os outros 17 parlamentares fazem parte da base do governo ou se declaram independentes, sem necessariamente apoiar nem se opor à administração.

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Velloso afirma que ser minoria na câmara dificulta os trabalhos da oposição e que, apesar da posição contrária à base do prefeito, costuma aprovar projetos que julga ser à favor da população.

Sobre as principais demandas da cidade, o edil afirmou que a Saúde em Crato "está na UTI", destacou a "falta de medicamentos nos postos de saúde, exames que não estão sendo atendidos e pedidos de urgência de medicamentos estão sendo levados à Justiça", complementou.

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Em conversa com moradores, esta reportagem foi informada da falta da insulina Lantus, destinada à pacientes com diabetes, que não havia sido distribuída nos últimos meses do ano passado.

O vigilante Edson Sales destacou que sua mulher, que necessita de uma dose diária do medicamento, ficou pelo menos quatros meses sem receber o remédio no ponto de distribuição da prefeitura. Ele diz também que situação foi regularizada em janeiro.

OUTRO LADO

Procurada pelo Miséria, a Secretaria de Saúde informou que a Lantus é um tipo de insulina que continua sendo distribuída exclusivamente na sede da secretaria de saúde. No Posto de Saúde Teodorico Teles, são distribuídas as outras insulinas.

Em relação à falta, "realmente teve um desabastecimento no mercado durante os últimos meses do ano passado, sendo regularizado o fornecimento no final de janeiro deste ano", disse a nota.

"Essa falta foi geral, faltou na farmácia pública e também nas privadas. Quanto aos exames que foram ofertados ao SUS, estão sendo agendados regularmente. A secretaria esclarece ainda que não há fila em procedimentos de urgência e emergência, que são realizados nos hospitais credenciados no município", complementou.


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