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1° feminicídio no ano
Polícia conclui investigação e mantém preso marido que simulou acidente após matar esposa
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Conhecida como Piriu, Maria aparecida foi morta pelo marido em 14 de janeiro (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Por Felipe Azevedo / Agência Miséria
Em 08/03/2018 às 12:15
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No Dia Internacional da Mulher, encerra-se no Cariri as investigações de um caso de feminicídio em Aurora.

O crime aconteceu no dia 14 de janeiro e envolve o marido de Aparecida Lima Rangel, Francisco Erivan Rangel Filho, e o seu comparsa José Ribeiro Duarte, que tramaram o assassinato da mulher. Recentemente o casal havia assinado uma apólice de seguro de vida no valor de R$ 800 mil.

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Testemunhas e parentes dos dois relataram à polícia que o relacionamento de mais de 20 anos era considerado abusivo, diz o delegado encarregado pelas investigações, Felipe Marinho. O pai da vítima chegou a relatar à polícia que o Francisco Erivan havia afirmado que, em caso de separação mataria a esposa e depois cometeria suicídio.

A morte de Aparecida inicialmente foi tratada como um acidente. Na noite do crime, seu ex-marido entrou em contato com a polícia e relatou um acidente de moto, no qual a esposa teria se desequilibrado do veículo enquanto voltavam de um balneário no Sítio Pau Branco e morrido com o impacto.

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Inconstâncias no depoimento e a falta de provas de um suposto acidente o local indicado pelo acusado fizeram com que a polícia o mantivesse como principal suspeito de matar a dona de casa. Após uma quebra de sigilo bancário deferida na comarca de Aurora, a polícia teve acesso à cópia de uma apólice de seguro assinada pelo casal em novembro de 2017, no valor de R$ 800 mil.

As constantes brigas, o ciúme declarado do marido e a possibilidade de que ele recebesse esse valor após sua morte, reforçaram a tese da polícia de que realmente era ele o mentor do crime.

O corpo de Aparecida foi sepultado no Cemitério da Vila de Santa Vitória com grande acompanhamento e num clima de muita revolta. 

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (8), o delegado Felipe Marinho conta com detalhes toda a ação premeditada pelos acusados. Ele comenta a arma utilizada no crime, os caminhos da investigação e como agiu a dupla que encontra-se presa em celas distintas na cadeia pública de Aurora à disposição da Justiça.

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