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Crimes aumentaram

Em 100 dias da intervenção federal, RJ ainda não usou verba de R$ 1,2 bilhão

Em 27/05/2018 às 10:00
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Interventor general Walter Souza Braga Netto, no centro, em meio a outros (Foto: Silvia Izquierdo/AP)

O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) ainda não utilizou o R$ 1,2 bilhão destinado pelo governo federal para a segurança pública no Rio de Janeiro, anunciado em março. A burocracia obrigou o gabinete a criar uma secretaria administrativa na estrutura da intervenção para gerenciar a verba.

Em 100 dias, o interventor, o general Walter Braga Netto contou com doações de armas e munições por empresários e com a estrutura das Forças Armadas para treinar policiais e recuperar viaturas da Polícia Militar.

Ao mesmo tempo em que atua sem dinheiro, o GIF se depara com o aumento da violência: 11 índices de criminalidade cresceram neste trimestre – fevereiro, março e abril – em comparação com o mesmo período de 2017, em 15 crimes que foram analisados. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP) do próprio governo estadual e que direciona a política de segurança. 

O crescimento destes índices analisados explicam, ao contrário do que declarou o presidente Michel Temer, um pouco da sensação de insegurança das pessoas, atualmente, no RJ. Entre os dados que apresentaram aumento há os roubos de veículos, de telefones celulares, no interior de ônibus e de cargas.

O ISP ainda registrou crescimento nos casos de sequestro relâmpago, que passaram de 16 para 25 casos no trimestre deste ano em comparação a 2017. Crime semelhante ao que aconteceu com um casal de professores da UFRJ, na sexta-feira (18) e que foi registrado como roubo. Todos os crimes impactam na sensação de segurança das pessoas.

O número de pessoas desaparecidas também cresceu, como também, de homicídios dolosos e de pessoas mortas em intervenção policial, os chamados auto de resistência.

No período se manteve estável os roubos de com condução de vítimas para saques em instituição financeira, o encontro de cadáver e de policiais mortos. A queda aparece apenas em casos de latrocínio.

"A direção está certa e nossa avaliação é boa sobre a intervenção. Não cabe pedir paciência às pessoas, mas pedimos compreensão e confiança. Os índices estão baixando. A expectativa é que teremos uma redução significativa nos próximos dois, três meses", explicou o coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção.

O coronel Itamar faz a análise comparando dados mês a mês e não no acumulado no trimestre. Ele ainda lembra que em março de 2017, a Polícia Civil estava em greve e, segundo ele, a instituição deixou de registrar algumas ocorrências, o que representaria uma subnotificação.

Estrutura para usar o dinheiro

Anunciada em 16 de fevereiro pelo presidente Michel Temer, a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro foi aprovada pela Câmara de Deputados e pelo Senado Federal.

Enquanto o interventor e uma equipe das Forças Armadas realizavam um diagnóstico sobre a situação no estado e traçavam planos e objetivos até dezembro, o governo federal destina R$ 1,2 bilhão para a área em 28 de março.

Apenas na terça-feira passada (22), a Câmara aprovou a criação de 67 cargos para a intervenção. Os gastos com o pagamento dos salários até junho de 2019 será de R$ 10,8 milhões. Com a criação dos cargos se oficializou a criação da Secretaria de Administração que vai planejar e cuidar de todos os trâmites para uso do dinheiro.

A pasta, dentro da intervenção, é formada por militares das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica), além de civis. Dos 67 postos, além do cargo do interventor, o general Braga Netto, 38 são cargos em comissão DAS-6 (Direção e Assessoramento Superiores). Militares da ativa, lotados no gabinete, ainda terão gratificação no valor de 2% do salário por dia.

Como os processos de licitação demoram, em média, pouco mais de 90 dias, o general Laélio Soares de Andrade, responsável pela Secretaria de Administração optou por utilizar a verba em processos que já estavam em andamento nas instituições como a compra de coletes balísticos, por exemplo.

A ideia é que as compras sejam feitas em lotes para as polícias Civil e Militar, além da administração penitenciária desde que para equipamentos que sirvam a todas elas.

O GIF pretende gastar parte do R$ 1,2 bi em:

- Logística - compra de coletes, por exemplo
- Inteligência - compra de equipamentos para a Polícia Civil
- Tecnologia - scaners e instalação de circuito interno de TV nos presídios

Fonte: G1

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