Política
STF
Barroso e Rosa votam por bloquear R$ 1,6 milhão de Aécio, mas julgamento é adiado
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante sessão no plenário do Senado (Foto: Reprodução)

Em 12/06/2018 às 17:25
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Os ministro Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta terça-feira (12) pelo bloqueio de R$ 1,6 milhão do senador Aécio Neves (PSDB-SP) para garantir o pagamento de multa no caso de condenação em ação penal no caso J&F. Em seguida, o ministro Luiz Fux pediu vista (mais tempo para analisar o caso) e o julgamento foi adiado.

O pedido de arresto de bens, que é um bloqueio, foi feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) na ação penal em que o senador é réu sob a acusação de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, em troca de favores políticos. Aécio nega a denúncia.

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A Procuradoria pediu ao todo o bloqueio de mais de R$ 5 milhões, incluindo também valores de indenização por danos coletivos.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio, havia votado contra o arresto, e Barroso pediu vista. Ao votar nesta terça, Barroso sugeriu o bloqueio de R$ 1,6 milhões para garantir o pagamento de multa em caso de condenação. Ele lembrou, como relator das execuções penais do mensalão, que após o fim do processo os condenados não efetuam o pagamento.

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"A seriedade do direito penal se manifesta nas sanções patrimoniais. O único grande caso que esse tribunal analisou, todos os condenados deixaram de pagar as multas, alguns parcelaram, a Fazenda não consegue receber. No início da demanda, todos tinham condições. A gente não deve trabalhar com abstrações, mas com a vida real. Se não houver arresto, não haverá recebimento da multa. Nesse tipo de criminalidade, a multa pecuniária é tão ou mais importante", disse o ministro.

Barroso completou que, se Aécio for absolvido ao final do processo, os valores seriam desbloqueados.

"Na criminalidade de colarinho branco, a constrição de bens é meio mais eficaz de combate à impunidade. Se vierem a ser absolvidos no final do processo, terão os bens desbloqueados", completou. Ele afirmou que estava propondo uma "inovação" ."Estou propondo essa inovação: arrestar multa enquanto réu é solvente porque ao final do processo não se consegue receber."



 

G1

 




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