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Coronel Nunes

Presidente da CBF é isolado pela cúpula do futebol mundial

Em 18/06/2018 às 17:45
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O seu principal desafeto é o presidente da Conmebol (entidade que controla a modalidade na América do Sul), Alejandro Domínguez, que o quer ver fora da CBF (Foto: Reprodução)

O camarote principal do estádio de Rostov deu a medida como o Brasil está fraco nos bastidores do futebol na Copa da Rússia.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, assistia à estreia da seleção ao lado de uma série de personalidades russas e do esporte.

No canto, o presidente da CBF, Antonio Carlos Nunes, 80, acompanhava o empate contra a Suíça, por 1 a 1, na estreia da seleção no Mundial.

Na Rússia, há menos de duas semanas, o coronel Nunes, como gosta de ser chamado, já desagradou a cúpula do futebol mundial e está isolado.

O seu principal desafeto é o presidente da Conmebol (entidade que controla a modalidade na América do Sul), Alejandro Domínguez, que o quer ver fora da CBF.

Na semana passada, o coronel rompeu o pacto costurado por Domínguez para apoiar em bloco a tríplice candidatura dos EUA, México e Canadá para sediar a Copa de 2026.

No dia anterior a votação, o Brasil firmou o acordo, mas não cumpriu.

Na votação, Nunes deu o seu voto para a candidatura de Marrocos, que acabou sendo derrotada.

Sem saber as regras da votação, ele acabou protagonizando um vexame quando a Fifa revelou o voto de todos os países.

A atitude do ex-oficial da Polícia Militar do Pará irritou o presidente da Conmebol e abalou a confiança dos cartolas da Fifa com os brasileiros.

Nos encontros com os dirigentes da América do Sul, Domínguez fala abertamente sobre o descontentamento de Nunes.

O dirigente é também representante brasileiro na Conmebol.

Nunes só deverá sair do poder em abril, quando termina o seu mandato. Ele passará o cargo para Rogério Caboclo, eleito há dois meses após Del Nero fazer campanha aberta para o seu escolhido.

O ex-presidente da Federação Paraense de Futebol virou comandante da CBF em abril após Marco Polo Del Nero ser banido pela Fifa.

Del Nero foi considerado culpado por corrupção.

Desconhecido dos torcedores, Nunes ganhou o poder num golpe, como costumava chamar a oposição, arquitetado por Del nero para manter o seu grupo político no poder após a sua saída.

Ele foi eleito vice-presidente da CBF na vaga de José Maria Marin, preso em 2015 na Suíça acusado de dividir propina com Del nero na venda de direitos de transmissão de torneios no país e na América do Sul.

De acordo com o estatuto da CBF, o vice mais velho é o sucessor do presidente em caso de vacância de poder.

A CBF tem cinco vices. Até então, o catarinense Delfim Peixoto, que tinha 75, era o primeiro na linha de sucessão. Peixoto era oposição a Del Nero.

Antes de assumir a CBF, ele comandou a federação do seu estado por mais de duas décadas. Neste período, ele sempre foi aliado de Ricardo Teixeira e Del Nero e contou com a ajuda do dinheiro público para financiar o futebol paraense.

Desde 2016, quando foi vice da CBF, ele mora no Rio e é frequente usuário do avião da CBF. Ele já usou o jato para visitar Fernando de Noronha.

Nesta segunda (18), Nunes passou o dia em Moscou. Ele acompanhava uma parte dos presidentes de federações. O grupo viajou para a Rússia bancado pela CBF.

Eles ficarão no país até o final da fase de grupos. Todos recebem ingressos e passagens para os jogos.

Nesta sexta (22), eles vão assistir ao segundo jogo da seleção na Copa. A equipe de Tite enfrentará a Costa Rica, em São Petersburgo, uma das cidades mais bonitas da Rússia.

 

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