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Nos Estados Unidos

Mulher é atingida por dois raios no espaço de um ano e sobrevive

Em 11/07/2018 às 17:30
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Beth foi atingida pela primeira vez enquanto fazia uma inspeção de munições em um depósito (Foto: Chris McGrath/Getty Images)

A americana Beth Peterson, de 49 anos, foi atingida por um raio e, surpreendentemente, sobreviveu. Um ano depois, ela passou pelo mesmo drama. Em entrevista à BBC, Beth contou que no momento em que o primeiro raio a acertou, ela foi jogada a mais de nove metros de distância sobre um piso de concreto. “Sentia cada centímetro de mim ardendo, ardendo com eletricidade, me matando. Então, tudo ficou escuro”, contou. Na época, ela tinha 24 anos e era soldado do Exército.

No dia em que sofreu o acidente, Beth e um colega faziam uma inspeção de munições em um depósito. Ela comentou que os paramédicos conseguiram ressuscitá-la depois que o raio — que atravessou seu corpo e saiu pela boca — fez seu coração parar de bater por um curto período. Os médicos do hospital ficaram surpresos por ela ter sobrevivido.

De acordo com informações da BBC, anualmente mais de 4.000 mortes no mundo são causadas por raios. A probabilidade de ser atingido por um raio nos Estados Unidos é de uma em 700.000; no Reino Unido, é de uma em 10 milhões; e no Brasil, de uma em 1,5 milhão.

Dois raios, a mesma pessoa

Beth teve que passar por 12 cirurgias para reconstruir a mandíbula, que foi quebrada durante o incidente, impossibilitando a fala, e amputou os dedos dos pés: os vasos sanguíneos estavam completamente destruídos. Além disso, ela não conseguia compreender o que as pessoas diziam devido a uma lesão cerebral grave. A americana revela que precisou reaprender a ler, escrever, falar e caminhar. Por causa do acidente ela desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático e precisou frequentar a terapia para superar o problema.

Exatamente um ano depois, Beth estava em casa e observava a chegada de uma tempestade. Encorajada pelo psicólogo a enfrentar seus medos, ela tomou coragem e foi até a varanda. “De repente, senti tudo de novo. A mesma luz, o mesmo ardor agonizante. Fui atirada para dentro de casa, onde meu namorado, David, correu para o meu lado. Antes de perder a consciência, estava convencida de que ia morrer”, revelou à BBC.

Embora o segundo raio não tenha ferido Beth na mesma proporção que o primeiro, como ainda estava em recuperação, os médicos não puderam estimar com precisão a extensão dos danos. Ela retornou à rotina de visitas ao hospital e clínicas de reabilitação, tendo seus medos amplificados pelo segundo incidente.

Superação

Apesar disso, quatro meses após ser atingida pelo segundo raio e depois de conseguir caminhar com o auxílio de uma bengala, ela decidiu se casar com o namorado, David, .”No ano seguinte, tivemos um filho, Casey. A cada cirurgia, a cada sessão de reabilitação, eles eram a fonte de alegria que me ajudou a superar tudo”, disse.

Vinte e cinco anos depois do segundo acidente, Beth confessa que ainda sente dores, algo que apenas pessoas que passaram por uma amputação conseguem entender. No entanto, ela diz que prefere se concentrar nas coisas boas, fazendo palestra para outros pacientes que sofrem de estresse pós-traumático e dor crônica. Em 2013, Beth escreveu um livro sobre como usar a dor para ser mais forte. “Os raios podem ter mudado minha vida de uma forma irremediável, mas também me deram um novo propósito: ajudar aos outros”, contou.

Fonte: BBC Brasil

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