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Facebook vai deletar posts que possam incitar violência física
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Antes do anúncio da companhia, estratégia era diminuir alcance de postagens sem apagá-las (Foto: Justin Sullivan/Getty Images)

Em 19/07/2018 às 16:05
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Na noite desta quarta, o Facebook anunciou que vai remover informações enganosas que possam incitar violência física contra indivíduos. A nova política aprofunda as regras da rede social sobre quais tipos de informações estão sujeitas a serem deletadas da plataforma. Até o momento, a estratégia era diminuir a distribuição dessas postagens sem tirá-las do ar.

A principal motivação, como aponta o New York Times, são episódios que aconteceram em Sri Lanka, Mianmar e Índia, países onde rumores de Facebook suscitaram ataques contra minorias étnicas.

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No caso do Mianmar, investigadores da ONU e grupos de defesa dos direitos humanos acusaram a plataforma de facilitar a circulação de discursos de ódio e notícias falsas contra a minoria muçulmana dos Rohingya. No Sri Lanka, fake news amplificaram tensões entre budistas e muçulmanos e causaram uma escalada de violência no país.

A implantação da nova política vai começar por estes dois países e também se estende ao Instagram, que é controlado pelo grupo de Mark Zuckerberg. De acordo com o The Wall Street Journal, a rede social irá trabalhar em parceria com veículos de notícia locais para analisar quais conteúdos contém informações falsas e podem levar a situações de violência física no mundo real. Publicações que tiverem essas duas caraterísticas serão removidas.

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“Há instâncias de desinformação que não violavam nossos padrões de comunidade, mas favoreceram a violência física em alguns países”, afirmou Tessa Lyons, gerente de produto do Facebook, ao WSJ. “Essa nova política foi criada por causa dessas discussões”.
Controvérsia

A circulação de notícias falsas e discursos de ódio, escândalos de vazamento de dados de usuários e as investigações sobre influência russa nas eleições americanas são alguns dos problemas que colocam Mark Zuckerberg sob pressão crescente de políticos, anunciantes e dos próprios usuários.

O CEO tem procurado apresentar medidas para melhorar a plataforma, mas algumas delas geram controvérsia. Em uma entrevista ao site Recode, publicada nesta quarta, Zuckerberg, ao discutir informações enganosas e discursos de ódio, plataforma, disse que publicações que negam a existência do Holocausto não deveriam ser apagadas da plataforma.

“Sou judeu, acho isso profundamente ofensivo, mas não acredito que a nossa plataforma deveria tirá-las do ar. Há coisas que pessoas diferentes entendem errado. Não acredito que eles estejam cometendo esse erro intencionalmente”, afirmou. A frase gerou protestos de organizações contra o antissemitismo.

 

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