Economia e Negócios
295.248 ações foram divididas
Banco do Brasil transforma todos os funcionários em acionistas
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Cada um dos 98 mil funcionários recebeu hoje três ações da instituição (Foto: Pilar Olivares/Reuters)

Em 09/08/2018 às 16:50
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O Banco do Brasil transformou todos os 98 mil funcionários em acionistas. Cada um deles recebeu hoje três ações da instituição. Os papéis eram vendidos a 33,37 reais às 15h30 desta quinta-feira.

Segundo o banco, 295.248 ações foram divididas entre os funcionários da ativa, sem diferenciação hierárquica. Esses papéis não poderão ser vendidas enquanto os funcionários estiverem no banco.

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“Com o olhar de dono, que busca entender toda a complexidade da arena bancária, o colaborador terá mais condições de contribuir para o fortalecimento da empresa”, diz a instituição.

O BB afirma que essa ação ‘não se trata de uma medida financeira e, sim, de uma atitude do para reforçar a visão de dono, desde o escriturário até os níveis executivos da organização’.

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“A transferência da propriedade desses papéis simboliza o comportamento que o BB entende como o mais adequado para seus funcionários, diante do atual cenário de um mundo em transformação, com novas tecnologias e relações de consumo”, diz em nota.

Em entrevista para a VOCÊ S/A, o presidente do BB, Paulo Caffarelli, diz que o objetivo é incentivar o engajamento dos colaboradores. “O nosso mote agora, a nossa campanha é:  no Banco do Brasil você é atendido pelo dono”, afirmou ele na entrevista.

Outra mudança diz respeito ao pagamento do programa de desempenho gratificado (PDG): 50% será realizado em ações do BB a partir do segundo semestre. Diferentemente das três ações, que não poderão ser comercializadas, a parte do PDG poderá ser vendida a qualquer tempo.

Resultado financeiro

O banco controlado pelo governo federal anunciou nesta quinta-feira que seu lucro ajustado somou 3,24 bilhões de reais no período, alta de 22,3% ante mesma etapa de 2017. O lucro líquido cresceu 19,7%, a 3,135 bilhões de reais.

O BB seguiu se beneficiando da melhora da qualidade da sua carteira de empréstimos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias caindo a 3,34%, ante 3,65% no fim de março e 4,11% um ano antes.

Fonte: Veja


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