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Aglomerado de estrelas

Pesquisador da UFC participa da descoberta de planeta gigante similar a Júpiter

Em 11/09/2018 às 14:50
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Aglomerado de estrelas IC 4651, onde o exoplaneta descoberto está localizado (Foto: Reprodução/ O povo)

O Professor Daniel esclarece que isso é particularmente difícil se considerarmos o efeito natural da estrela, que está sempre borbulhando e pulsando. Essa pulsação periódica pode ser confundida, por exemplo, com um planeta em uma escala tão pequena quanto a da Terra. “Mas uma pulsação não pode jamais ser confundida com um Júpiter, porque a expansão e a contração precisariam ser muito grandes, algo que ninguém vê uma estrela fazendo.”
 
Uma outra saída é construir um espectrômetro capaz de detectar aquela pequena variação na velocidade radial da estrela. Um consórcio internacional do qual o Prof. Daniel faz parte busca a construção de algo que pode ajudar nessa tarefa: um espectrômetro de alta resolução para fazer medidas de espectroscopia de trânsito planetário.
 
“Se olhássemos mais para o céu do que para o chão e víssemos o reflexo de todas as pessoas no cosmos, talvez a humanidade fosse melhor”
 
A missão é chamada de NIRPS (Explorador de Exoplanetas no Infravermelho Próximo). Com ela, é esperado que no início da próxima década seja possível encontrar planetas como a Terra orbitando estrelas mais frias que o Sol, onde a zona de habitabilidade é mais próxima da estrela e, portanto, requer um tempo de observação menor do que o período orbital da Terra em relação ao Sol, que é da ordem de 365 dias.

O time
 
Os estudos do Stellar Team são desenvolvidos em parceria com universidades no mundo todo e com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A espectroscopia foi feita com o equipamento HARPS (um buscador de planetas por velocidade radial com alta resolução), acoplado a um grande telescópio localizado no Chile e operado pelo Observatório Europeu do Sul, parceiro do grupo.
 
A pesquisa que descobriu o IC 4651 9122B será publicada na conceituada revista Astronomy & Astrophysics e inaugurou a linha de pesquisa em exoplanetologia no Departamento de Física da UFC. Para o Prof. Daniel, a descoberta é um marco na história da ciência cearense, trazendo o estado para a elite mundial dos “caçadores de exoplanetas”. “Encontrar um exoplaneta não é uma tarefa fácil. Em 25 anos, a ciência descobriu pouco mais de 3.700 deles, dentro de uma gama de meio milhão de estrelas observadas”, diz.
 
Ele defende que esses são estudos que contribuem com a humanidade não só do ponto de vista tecnológico, mas também nos auxiliam a entender qual é nosso papel no cosmos, dada a grandeza do universo observado. “Todos os nossos conflitos estão encolhidos nesse ‘pálido ponto azul’ que chamamos de Terra. Se olhássemos mais para o céu do que para o chão e víssemos o reflexo de todas as pessoas no cosmos, talvez a humanidade fosse melhor”, acredita.



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