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Saciedade

Remédio à base de planta pode ajudar a ‘desligar’ a fome, indica estudo

Em 11/09/2018 às 16:10
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Problemas nos mecanismos de saciedade provocam excessos alimentares (Foto: iStock/Getty Images)

Uma pílula redutora da fome pode ser o próximo passo para controlar a obesidade, aponta estudo publicado na revista Diabetes. O medicamento, que ainda está em análise, é contém celastrol, composto químico encontrado na planta chamada trovão de deus videira (Tripterygium wilfordii), muito usada na medicina tradicional chinesa.

Segundo o estudo, realizado em camundongos, esse composto é capaz de ativar os centros de saciedade – áreas do cérebro que indicam para o corpo quando estamos cheios. Com esta atuação, o celastrol ‘desliga’ a fome. Além disso, há muitos anos o produto químico tem sido testado como possível tratamento para câncer e artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que afeta as articulações.

Desde 2015, o celastrol vem sendo examinado como alternativa de tratamento contra a obesidade, que atinge 18,9% dos brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. “O celastrol reativa mecanismos do próprio corpo para controlar o peso. Em indivíduos obesos, esses mecanismos estão desligados”, explicou Katrin Pfuhlmann, principal autora da pesquisa, ao Medical News Today. Apesar das descobertas, os cientistas não sabem explicar como funciona a atuação da substância no organismo.

Riscos da obesidade

As causas da obesidade são diversas, como questões metabólicas, psicológicas, sociais e genéticas; esses fatores também interferem no grau da doença. No Brasil, 1 em cada 5 brasileiros estão obesos, o que pode contribuir para o aparecimento de outras doenças como diabetes e hipertensão.

Além disso, estudo recente publicado no periódico Cancer Epidemmiology apontou que em 2025 o Brasil terá 640.000 casos de câncer e 29.490 deles vão estar associados à obesidade. Esse número representa 4,6% de todos os casos de novos câncer diagnosticados. Segundo a pesquisa, há 13 tipos de câncer associados ao aumento de peso, entre eles estão o de mama e o de próstata.

Com base nos dados coletados durante pesquisas feitas no Brasil em 2002 e 2013, o câncer de mama é o que mais sofre influência da obesidade, com 4.777 pacientes registrados em 2012; depois estão o câncer de colo de útero (1729), o câncer colorretal (681), o de próstata (926) e o de fígado (651). Nas projeções para 2025, os casos de câncer relacionados ao peso podem afetar 15.702 (3,2%) dos homens; nas mulheres, esse número sobe para 18.837 (6,2%).

Diante dos números, fica clara a necessidade de novos métodos para controlar a doença.

Controle da fome

A sensação de saciedade é desencadeada pelos receptores de leptina, hormônio liberado pelo tecido adiposo, que é formado por células que acumulam lipídios (gordura). Quando a leptina é ativada e se une aos receptores, o corpo recebe o aviso de que está cheio. Apesar de ser uma atividade natural do corpo, algumas pessoas se tornam resistente a esse hormônio: embora ele esteja presente no sangue e na gordura, sua atuação é menos significativa, o que provoca excessos e obesidade.

“Normalmente, os afetados perdem esta habilidade porque o hormônio não tem mais nenhum efeito. O celastrol, o composto que examinamos, restaura a sensibilidade à leptina e, portanto, a sensação de saciedade”, comentou Katrin.

De acordo com a equipe, as observações feitas nos ratos mostraram que a administração do celastrol resultou em menor consumo de alimentos, refletindo em perda média de cerca de 10% do peso corporal em uma semana. Os pesquisadores acreditam que os resultados devem se repetir em humanos já que o sistema de leptina em ambas as espécies são muito semelhantes.

Testes em humanos já estão sendo conduzidos nos Estados Unidos. Ainda assim, a disponibilidade de um medicamento capaz de controlar a fome não inutiliza intervenções no estilo de vida, como dieta e exercício físico, que devem continuar sendo realizados, pois fazem parte do tratamento contra a obesidade.

Fonte: G1

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