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Exploração econômica

Operação nacional flagra desmatamento de 2.890 hectares no Ceará

Em 14/09/2018 às 06:10
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A Operação Mata Atlântica em Pé confirmou desmatamento de 2.890 hectares, sendo 282,56 nos municípios cearenses de Cruz, Acaraú, Trairi e Paraipaba (Foto: Reprodução)

Ministérios Públicos e órgãos ambientais de 15 estados confirmaram o desmatamento de 2.890 hectares na Operação Nacional Mata Atlântica em Pé. Durante a ação conjunta, realizada entre segunda-feira (10), e quarta-feira (12), foram fiscalizadas 282 propriedades previamente definidas por imagens de satélite. De acordo com o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), foram fiscalizados 18 polígonos nos municípios de Cruz, Acaraú, Trairi e Paraipaba, onde foi constatado o desmatamento de 282,56 hectares A operação apreendeu 5.089 metros cúbicos de madeira e emitiu multas no valor total de R$ 12,9 milhões.

Outros dois estados (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) ainda não totalizaram os dados. No Ceará, foram emitidas oito autuações, sendo sete por desmatamento e uma por danos à fauna, e foram aplicadas multas no valor total de R$ 1,5 milhão. O município com maior incidência de desmatamento foi Cruz.

Os trabalhos de fiscalização foram conduzidos e coordenados por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada Estado, organizados a partir do Ministério Público do Estado do Paraná.

Exploração

Conforme Jacqueline Faustino, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caomace), no Ceará, a operação de abrangência nacional foi realizada no Litoral Oeste por ser uma região sensível e de intensa exploração econômica.

"Os resultados foram muito significativos, os autos de infração serão encaminhados às Promotorias de Justiça para que deem seguimento ao procedimento judicial e responsabilização judicial dos infratores; e os órgãos de fiscalização, como Ibama e Semace, atuarão na esfera administrativa", explica a promotora de justiça.

A coordenadora destaca que a operação também teve um direcionamento educativo. "Embora a vegetação remanescente não seja constituída por árvores exuberantes ou florestas, como é de conhecimento geral, elas fazem parte do bioma e merecem a mesma proteção A população em geral desconhece que o bioma Mata Atlântica é constituída por vários ecossistemas como, por exemplo, mangues e restinga. Então, a nossa ação também teve cunho educacional, para que a população e os órgãos públicos municipais tenham conhecimento de que esse bioma merece ser protegido", destaca Jacqueline Faustino.

Fonte: Diário do Nordeste

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