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Desabamento da Ponte Morandi, em Gênova, completa um mês
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Centenas de pessoas homenagearam as 43 vítimas da tragédia (Foto: Reprodução/ Notícias ao Minuto)

Em 14/09/2018 às 12:00
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A cidade de Gênova, na Itália, parou para homenagear as 43 pessoas que morreram no desabamento da Ponte Morandi, tragédia que completa um mês nesta sexta-feira (14).

Um colapso estrutural provocou a queda do trecho central da ponte no dia 14 de agosto de 2018. O acidente deixou 43 vítimas, além de mais de 500 desabrigados.

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Centenas de pessoas se reuniram em diversos pontos de Gênova, principalmente na Piazza De Ferrari, situada no coração da cidade, para relembrar as vítimas da tragédia. Entre os participantes, estavam o prefeito Marco Bucci, parentes da vítimas do desabamento e diversos moradores que se solidarizaram e também participaram do ato.

O público pendurou cartazes, bilhetes e flores nos destroços da ponte.

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"Para nós, genoveses, o colapso da Ponte Morandi foi uma tragédia terrível, como um marco zero para Nova York. Hoje lembramos das vítimas e pensamos em reconstrução para sair da tragédia com a cidade mais forte e maior do que antes", disse Bucci.

"Gênova não espera por desejos ou confiança, mas por uma concretude de escolhas e comportamentos. A cidade foi atingida por uma tragédia inaceitável e a reconstrução é um dever para voltar à normalidade, uma esperança que deve ser concretizada com absoluta transparência e máxima competência", escreveu, por sua vez, o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Ainda segundo o chefe de Estado italiano, a cidade teve uma "grande solidariedade e força de espírito" no momento que passou pelos dias de luto.

"A justiça é a primeira coisa, para saber o que aconteceu o que produziu algo assim. A Procuradoria está fazendo um excelente trabalho e o tribunal nos dirá o que realmente aconteceu", afirmou o governador da Ligúria, Giovanni Toti.

Após um mês da tragédia, as autoridades de Gênova já apresentaram o projeto do novo viaduto que será construído no lugar da Ponte Morandi. A previsão é que a estrutura fique pronta até novembro de 2019. O arquiteto Renzo Piano assina o projeto.

Além disso, o Ministério Público de Gênova abriu um inquérito contra 20 pessoas e uma empresa pela tragédia. Os indivíduos são investigados por múltiplo homicídio culposo, desastre culposo e atentado culposo à segurança dos transportes. A concessionária Autostrade per l´Italia, por sua vez, responderá por múltiplo homicídio culposo agravado por desrespeito às normas antiacidentes.

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