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Luto no futebol

Morre um dos maiores atacantes do Guarani e autor de gol antológico no Romeirão

Por Demontier Tenório
Em 18/10/2018 às 17:00
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Manoel foi um dos melhores atacantes do Guarani e, na foto, está com os braços sobre a criança (Foto: Arquivo/Agência Miséria)

O ex-atleta de Futebol, Manoel de França Silva, o "Manoelzinho" ou “Manoel Roído”, que residia na Rua Doutor Diniz no centro de Juazeiro, morreu por volta das 14 horas desta quinta-feira na UTI do Hospital Regional do Cariri (HRC). No próximo domingo ele completaria exatos 65 anos e o seu corpo está sendo velado na Rua Mocinha Sobreira Dias, 95 (Socorro) com sepultamento marcado para às 16 horas desta sexta-feira no Parque Anjo da Guarda. Ele era apontado com um dos maiores atacantes da história do Guarani. Inclusive, autor de um gol antológico que lhe valeu uma placa no estádio Romeirão.

No Campeonato Cearense de 1978 o Leão do Mercado recebeu o Fortaleza e venceu o Tricolor do Pici por 2 a 1. Foi exatamente o gol da vitória naquela noite que ficou gravado apenas na memória dos torcedores presentes ao estádio. Quando a bola foi erguida perto da grande área, Manoel deu um toque de calcanhar “chapelando” os dois zagueiros do Fortaleza e, sem deixá-la cair no gramado, apanhou do outro lado tocando para o fundo do gol.



Na segunda-feira Manoel passou mal e foi socorrido às pressas ao HRC, onde os médicos diagnosticaram um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O ex-atleta ainda foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu e morreu na tarde de hoje. A história no futebol juazeirense, entretanto, não começou no Guarani. No final da década de 70 os dirigentes do Icasa, Francisco da Silva Lima e José Feijó de Sá, foram à Recife (PE) garimpar atletas juvenis que estavam estourando a idade no Santa Cruz.

Manoel assinou contrato profissional com o Verdão do Cariri, mas não demorou e, logo, foi levado pelo seu maior rival se transformando até em técnico do Guarani após encerrara a carreira. Numa relação dos melhores atacantes que passaram pelo Guarani feita por dirigentes leoninos consta o nome de Manoel juntamente com Índio, Evandro, Teteo, Feijão, Zé Negrinho e Wilson.

Era uma figura das mais extrovertidas, estava sempre bem humorado e rodeado de amigos. Foi daqueles que vem para Juazeiro, se apaixona pela cidade e decide nunca mais ir embora. Tornou-se funcionário público como um dos responsáveis pela fiscalização no Mercado Central, onde, também, só fez amizades. Por conta disso, ali mesmo e em um dos boxes decidiu colocar um bar bastante freqüentado por ex-atletas num ambiente de relembranças e muitas brincadeiras.

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