Ceará
Dados do IBGE
50% da população cearense a partir de 25 anos não têm Ensino Fundamental
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A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem sido a saída para muitas pessoas que não têm escolaridade (Foto: Reprodução)

Em 06/12/2018 às 11:20
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Metade de população com 25 anos ou mais de idade no Ceará não chegou a completar o Ensino Fundamental. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% desse público não possuem qualquer instrução e 35,6% têm o Ensino Fundamental incompleto. Os dados, referentes ao ano de 2017, e divulgados ontem, fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do ano de 2018.

Entre os cearenses a partir dessa mesma faixa etária, apenas 8,5% têm o Ensino Fundamental completo e, entre os que ingressaram no Ensino Médio, somente 24% completaram. Levando em consideração etapas mais avançadas de ensino, os números são ainda menores, uma vez que apenas 10% das pessoas com 25 anos ou mais terminaram o Ensino Superior.

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Embora com variação pouco significativa, o levantamento aponta uma mudança positiva se comparado a 2016 quando verificado o indicador nenhum grau de instrução. Nesse período, 15,8% da população com 25 anos ou mais estavam nessa condição.

Reduzir

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Trabalhar numa mudança significativa desses índices é, sobretudo, pensar em meios de se reduzir dos índices atuais de evasão escolar, segundo avalia a professora doutora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Maria Isabel Filgueiras Lima Ciasca. Para a especialista, as escolas precisam rever suas metodologias de ensino, tornando o currículo mais acessível e próximo da realidade dos estudantes e, assim, mais dinâmico e atrativo.

"De um modo geral o que a gente percebe é que a criança que não vai conseguindo se alfabetizar vai se desinteressando da escola, e como ela não consegue acompanhar ela vai, em determinado momento, acabar desistindo. A escola precisa de uma atualização inclusive tecnológica, considerando todo o acesso que eles têm hoje com os celulares, por exemplo, que permitem uma agilidade que muitas vezes a escola não acompanha, e o aluno vai perdendo o interesse e buscando em outras fontes. Ele vai se desinteressando e chega ao ponto em que abandona o estudo", afirma.

Outros aspectos também podem ser atribuídos ao baixo grau de instrução, conforme Isabel Ciasca, como dificuldades de aprendizagem nunca detectadas ou tratadas ou a própria formação familiar, que muitas vezes por questões sociais, não valoriza o processo educacional. "É preciso estar muito motivado e determinado para poder voltar à escola. E se ele tiver seguido a vida, mesmo que de forma precária e não perceber que a educação fez falta, ele não volta".

EJA

A Secretaria de Educação do Estado (Seduc-CE) informa que o direito à escolarização básica em qualidade de condições vem ocorrendo por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade de ensino que garante ao jovens a partir de 15 anos o acesso ao Ensino Fundamental e a partir de 18, ao Ensino Médio.

Segundo a Pasta, o número de matrículas passou de 67.776 em 2016 para 73.065 no ano passado, crescimento de 7,8%. Em 2018, até o momento, a rede conta com 69.372 alunos matriculados.

Analisando a porcentagem de jovens com 16 anos ou mais com o Ensino Fundamental concluído em 2017, ainda conforme a Sesa, o Ceará apresenta média superior à do País, com 77,3%, ficando em primeiro lugar no ranking de região Nordeste. Entre os indivíduos com 19 anos ou mais, o Estado teve 58% de conclusão do Ensino Médio também em 2017, crescimento de 2,2 pontos percentuais em relação a 2016, com 55,8%.

Se o desafio educacional se mantém entre os adultos, para os mais novos, o cenário se mostra positivo no Ceará. Isso porque o Estado tem a maior proporção de crianças com idade entre 4 e 5 anos frequentando escola ou creche no País. Segundo o IBGE, 97,8% dos meninos e meninas cearenses nesta faixa etária estão na pré-escola.

Brasil

Em todo o Brasil, a proporção de crianças entre 0 a 5 anos que estavam frequentando escola ou creche passou de 50,7% a 52,9% entre 2016 e 2017. Para o grupo de 4 e 5 anos, quando a frequência na escola ou creche é obrigatória, o percentual passou de 90,2% para 91,7%, resultado insuficiente para atingir a meta de universalização do Plano Nacional de Educação (PNE).

A meta não foi atingida por nenhuma das grandes regiões brasileiras, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas o Nordeste teve o melhor resultado, de 94,8%, seguido pela região Sudeste com 93%, índices acima da média nacional. Já o Norte teve o menor índice, de 85 %.

Fonte: Diário do Nordeste


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