Política
Multa de R$ 360 mil
Pai do prefeito de Tarrafas seria chefe de organização em desvio de dinheiro público, diz MPCE
Por:
Jornalista Felipe Azevedo
Em 10/12/2018 às 18:50

Atual prefeito, Taiano, em entrevista ao Miséria (Foto: Guto Vital/Agencia Miséria)

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O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da promotora de Justiça  de Tarrafas, Vandisa Maria Frota Prado Azevedo, ajuizou, no dia 6,quinta, uma Ação Civil Pública de Atos de Improbidade Administrativa contra o prefeito Tertuliano Cândido Martins de Araújo (Taiano); o pai, a madrasta e mais 11 pessoas. 

O pai de Taiano é o ex-prefeito e ex-chefe de gabinete, Tertuliano Cândido de Araújo (Terto) e a madrasta, Antônia Arlete de Lima, é ex-chefe de gabinete e ex-secretária adjunta da Contabilidade.

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As investigações ficaram conhecidas no município como “Lava Jato de Tarrafas” e o MPCE pede a condenação dos requeridos ao pagamento de R$ 560.340,90, valor a ser corrigido com multa.

Estão envolvidos na investigação também  o tio do prefeito e secretário de Obras, Ananias Alcântara de Araújo; o primo do prefeito, e ex-secretário de Administração e Planejamento e Finanças, D’angello Alcântara Araújo de Oliveira; e a prima do prefeito e tesoureira da Prefeitura, Joana Alice de Sousa Alcântara.
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A ação tem em mira  enriquecimento ilícito, lesão ao erário federal, além de violação de preceitos e princípios da Administração Pública. O MPCE quer o ressarcimento dos danos ocasionados pela atuação dos agentes ímprobos, inclusive, os de caráter moral coletivo.

Iniciadas as investigações para apurar a apropriação ilegal de parte dos valores pagos a título de prestação de serviços a pessoas físicas pelo pai do prefeito, o Ministério Público descortinou uma verdadeira organização estruturada para a prática de ilícitos e desvio de recursos públicos.

De acordo com as investigações, o pai do prefeito é o mentor da organização e principal investigado. Ele determinava que D’angello Alcântara Araújo de Oliveira e Joana Alice de Sousa Alcântara, preenchessem notas de empenho, liquidações e autorizasse os pagamentos por serviços fictícios para, então, apropriar-se do dinheiro.

O prefeito e o pai nomearam os seus parentes para exercerem os cargos públicos e com eles desviarem recursos dos cofres do Município de Tarrafas. Embora não tenha atuado ativamente dos atos que culminaram nos desvios, é praticamente impossível que tamanho esquema delituoso existisse e funcionasse dentro do Município de Tarrafas por mais de um ano sem que o prefeito tivesse ciência dos atos ímprobos praticados por seus familiares.

Os prestadores de serviços eram escolhidos dentre pessoas físicas sem qualquer instrução, moradores que viviam, em sua maioria, em extrema pobreza, e que necessitavam muito do trabalho para auferir alguma renda. Inicialmente, a trama começou com poucos prestadores. 

Depois, as contratações foram aumentando em número de pessoas físicas contratadas, de forma a pagar pequenas quantias e não chamar atenção para os desvios, assim foi necessário a ajuda do tio do prefeito e secretário de Obras, Ananias Alcântara de Araújo.

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