Ciência e Saúde
Fim do mundo
Relógio do Apocalipse permanece a dois minutos da meia-noite
Em 26/01/2019 às 10:45

O ex-governador da Califórnia, Jerry Brown (esquerda) e o ex-secretário de Defesa William Perry exibem o Relógio do Apocalipse durante conferência de imprensa do Boletim dos Cientistas Atômicos, em Washington, na quinta-feira (24) (Foto: AP Photo/Cliff Owen)

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O Relógio do Apocalipse, que adverte para um iminente cataclismo global, permanece a dois minutos da meia-noite, em especial pelo uso da informação como arma para enfraquecer as democracias em todo o mundo, revelaram nesta quinta-feira (24) os cientistas americanos que o ajustam a cada ano.

O ponteiro do relógio do Boletim dos Cientistas Atômicos está tão próximo da meia-noite como em 1953, quando Estados Unidos e União Soviética testavam a bomba de hidrogênio.

Não se moveu desde o ano passado, mas isto "não deve ser visto como um sinal de estabilidade", disse à imprensa Rachel Bronson, diretora da organização que reúne especialistas em segurança, armas nucleares e temas ambientais.

O relógio foi criado durante a Guerra Fria para advertir sobre os riscos do fim do mundo, que simbolicamente ocorrerá à meia-noite.

Com o risco de uma guerra nuclear, da aceleração do aquecimento global e da multiplicação das "fake news" (notícias falsas) como arma de desestabilização, "entramos em um período que chamamos de novo anormal".

O início do diálogo entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ajudou a aliviar a tensão, mas "a situação permanece sendo muito perigosa", declarou Bronson.

As tensões entre Estados Unidos e Rússia seguem sendo "inaceitáveis" e não se vislumbra qualquer alívio em relação ao meio ambiente, com as emissões de gases do efeito estufa "aumentando novamente após se estabilizar".

"Além disso, há um ecossistema de informação instável que tem multiplicado as ameaças". As "fake news" provocam "raiva e divisão em todo o mundo em um momento em que precisamos de calma e unidade".

Fonte: AFP

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