Política
Por Felipe Azevedo
Há 50 dias ninguém consegue governar o Brasil!
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Bolsonaro enfrentou primeira derrota do Governo nesta terça, 19 (Foto: Reprodução)

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Em 20/02/2019 às 01:20
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Não foi um dia fácil para o Presidente da República. Bolsonaro (PSL) acordou ontem (19) com a missão de demitir o seu cão-guia, Bebianno, que largou tudo quando ainda deputado federal aspirava como um expoente da reviravolta à direita nas Eleições de 2018.

E deu certo. O cão raivoso deixou a academia de musculação (já falida) que mantinha nos EUA e voltou pras terras brasileiras para trabalhar pelo o "capitão", como ainda chama o agora eleito presidente. 

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De resto, todo mundo sabe no que deu: a Folha revelou um esquema da candidatas laranja, o filho do chefe ficou com raiva e Bebianno foi o primeiro pino a cair no boliche louco do novo governo.

O caso foi coroado com o vazamento dos áudios ds conversas entre os ex-amigos, provando que Bebianno havia conversado sobre o laranjal com Bolsonaro, cuja história Carlos, o filho, havia desmentido e que, agora, soube-se que a verdade estava com ele, o Bebianno. Baita confusão! 
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Seria menos mau se fosse só isso. Mas o dia 19 de fevereiro vai ser marcado como um pesadelo para o ex-chefe de Gustavo. Bolsonaro perdeu a ação que moveu contra o ex-deputado do PSOL, Jean Willys, que chamou o então colega de racista e canalha. O entendimento da Justiça deu causa ganha ao agora morador da Alemanha, Jean.

O capitão reformado também foi perdedor no famoso caso da confusão com a também deputada Maria do Rosário - aquela que disse não estuprar por não ser merecedora. Não vai fazer falta, mas o presidente terá de pagar R$ 10 mil a parlamentar. 

Para aumentar o cardápio amargo servido no Planalto, a primeira derrota do governo na Câmara. Em votação simbólica, os deputados aprovaram a urgência para votação do projeto que permite a servidores comissionados e dirigentes de fundações, autarquias e empresas públicas impor sigilo secreto ou ultrassecreto a dados públicos. 

O decreto havia sido baixado pelo presidente em exercício Hamilton Mourão, e alterou as regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI), que criou mecanismos que possibilitam a qualquer pessoa (física ou jurídica) o acesso às informações públicas dos órgãos e entidades, sem necessidade de apresentar motivo.

São apenas 50 dias de governo, mas ninguém conseguiu governar ainda.


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