Política
Opinião
A Pax Americana e a defesa do Capitalismo Liberal
Em 14/03/2019 às 16:40

Igor Macedo de Lucena (Foto: Divulgação)

TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhar

A fundamentação da nossa sociedade moderna se deu com o advento do Iluminismo,  e principalmente com a consolidação do Liberalismo como filosofia política e moral baseado na igualdade e na liberdade, de tal forma que a defesa de princípios como direitos civis, democracia, igualdade de gênero, liberdade de expressão, imprensa livre, liberdade religiosa e livre mercado se tornaram bandeiras das nações ocidentais.

O progresso real em nossa sociedade ocorreu em um segundo momento, com o fim da União Soviética e a queda do muro de Berlin, quando assistimos o fim do comunismo como projeto de tendência hegemônica no mundo e a vitória do capitalismo como sistema econômico e meio de produção.

TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE
Esses dois importantes acontecimentos criaram o que hoje vivemos como a ordem do Capitalismo Liberal. Protegida e propagada principalmente pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Japão, ela se baseia em um complexo arranjo de relações comerciais, militares e financeiras que visam defender os interesses dos Estados Unidos e seus aliados por meio da chamada economia de mercado, em que os interesses privados de pessoas e empresas são os agentes que impulsionam o desenvolvimento.

A expansão das empresas americanas, europeias e japonesas nos últimos 50 anos trouxeram mais avanços na vida cotidiana das pessoas no século XX do que nos últimos 300 anos com o desenvolvimento e a comercialização em massa de produtos e serviços como carros, vacinas, roupas e hoje já existem próteses robóticas dignas de um filme Star Wars.
TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para o Brasil a ordem Capitalista Liberal transformou nosso país. Em pouco mais de 100 anos o país passou de um exportador de 4 gêneros agrícolas para a sétima economia mundial. Éramos uma nação aonde nada se produzia do ponto de vista industrial, aonde o deficit de nossa balança comercial era exponencial e a inflação era diariamente um veneno aos mais pobres. Esse tempo passou e hoje a estabilidade econômica é uma conquista do Brasil.

Adam Smith dizia que não era pela benevolência do padeiro ou pela bondade do açougueiro que as pessoas tinham comida em suas casas, mas pela busca do lucro em suas atividades é que esses empreendedores desempenhavam com vigor e excelência seus ofícios para atender seus clientes. Essa frase expõe a síntese de como uma sociedade deve se desenvolver, com trabalho, com empreendedorismo, em busca do lucro e visando atender bem seus clientes. Essa é a base do capitalismo liberal, que desenvolveu a América do Norte, a Europa Ocidental e o Norte da Ásia.

Claro que ainda há muito a se fazer para que o Brasil se torne uma sociedade aonde todos desfrutem dos benefícios do capitalismo, mas é nessa ordem que o mundo foi capaz de progredir nas últimas décadas e neste sistema que nossa sociedade diminuiu as guerras e a pobreza mundial. 

Segundo dados do Banco Mundial em 2018, nos últimos 20 anos a extrema pobreza diminuiu de 18,1% para 8,6%, a mortalidade infantil caiu de 5,8% para 3,9%, o analfabetismo entre os jovens também foi reduzido de 11,3% para 8,6% e a expetativa de vida das pessoas cresceu de 69,8 para 72,2 anos. 

Esses números mostram que mesmo com todos os defeitos, crises e complexidades do sistema, a ordem do capitalismo liberal funciona e vem colhendo a nível mundial benefícios para a humanidade.

O que é vergonhoso, principalmente para o Brasil, é a quantidade cada vez maior de jovens que repudiam esses sistema, que preferem defender um socialismo utópico que não existe em lugar algum e aonde foi minimamente implementado resultou em regimes totalitários e na ampliação da miséria e da pobreza. Talvez Hogwarts seja mais real do que a terra feliz do socialismo.

O socialismo hoje não é uma ameaça ao mundo, mas no Brasil continuamos a assistir “intelectuais”, “professores” e “influenciadores digitais” que defendem com unhas e dentes um projeto que não deu certo e que no final das contas propagam o atraso e contaminam uma nova geração, que além de acreditarem no absurdo, não propõe nenhuma solução prática para os problemas atuais da sociedade, sonhando em utopias inalcançáveis.

Enquanto isso problemas globais como a poluição são efetivamente combatidos com desenvolvimento da economia verde, problemas de mobilidade urbana com o desenvolvimento de empresas de compartilhamento e muitos outros por meio do mercado, do capitalismo e do liberalismo.

Talvez para alguns seja mais fácil o ócio, o sonho e a utopia. Para aqueles que realmente querem mudar o mundo o caminho é através do trabalho, do esforço e do lucro. É assim que todos, no longo prazo, ganhamos. Como disse John F. Kennedy em seu discurso inaugural em 1961 “ Ask not what your country can do for you; ask what you can do for your country”.

*Igor Macedo de Lucena

Economista e Empresário

Professor do curso de Ciências Econômicas da UniFanor Wyden

Fellow Associate of the Chatham House - the Royal Institute of International Affairs

Membre Associé du IFRI – Institut Français des Relations Internationales

Fonte: Expresso Ceará

Publicidade
Compartilhar

Mais do Site Miséria

Enquete
Até quanto você pretende pagar por um dia de show na Expocrato ou Festa de Santo Antônio?

Qual seu sexo?

timelineResultado Parcial
TV Miséria
Humor