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Centenas de mortos
Explosões no Sri Lanka: o que se sabe sobre ataques a hotéis de luxo e igrejas católicas durante celebração da Páscoa
Pelo menos 137 pessoas morreram, mais de 300 ficam feridas e governo impôs toque de recolher; nenhum grupo reivindicou autoria dos ataques até o momento.
Por Agência Miséria
Em 21/04/2019 às 11:10

Militares em frente ao Santuário de Santo Antônio, igreja de Kochchikade após explosão em Colombo, no Sri Lanka (Foto: Reprodução/ G1)

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Uma série de explosões em hotéis de luxo e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka deixou pelo menos 137 mortos e mais de 300 feridos.

Os atentados foram registrados na capital, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília) em três hotéis e em três templos religiosos que realizavam missas na hora das explosões

Uma sétima explosão foi relatada posteriormente em um hotel próximo ao zoológico em Dehiwala, no sul de Colombo. O zoológico foi fechado.

Nenhum grupo reivindicou autoria das ações até o momento.

O governo impôs toque de recolher das 18h às 6h (horário local) e anunciou que iria bloquear temporariamente o uso das principais redes de mídia social no país.

Azzam Ameen, correspondente da BBC no Sri Lanka, afirma haver rumores de mais ataques. Segundo ele, a polícia tem orientando as pessoas para ficar dentro de suas casas e permaner calmas. "Mas há um pouco de pânico", diz Ameen.

O correspondente da BBC diz que desde 2009 o país não via atentados dessa magnitude.

Grupos extremistas

Autoridades no Sri Lanka dizem que os ataques foram planejados e coordenados, apesar de declararem ainda ser cedo para dizer quem está por trás das explosões.

Ao anunciar o toque de recolher, o ministro da Defesa, Ruwan Wijewardane, disse: "Tomaremos todas as medidas necessárias contra qualquer grupo extremista que esteja operando em nosso país".

Sem dar detalhes, Wijewardane também disse que "todos os culpados" estão sendo identificados e "levados em custódia o mais rápido possível".

Outro ministro, Harsha de Silva, descreveu "cenas horríveis" no Santuário de Santo Antônio em Kochchikade, dizendo ter visto "muitas partes do corpo espalhadas por todo".

Imagens que circularam nas redes sociais mostravam seu interior com um teto quebrado e sangue nos bancos. Pelo menos 67 pessoas morreram nessa igreja.

Imagens da igreja de San Sebastián em Negombo, a 40 quilômetros da capital Colombo, també sugerem a gravidade da explosão.

Um funcionário do hotel Cinnamon Grand disse à agência de notícias AFP que a explosão causou danos ao restaurante do hotel e que menos uma pessoa morreu.

Pelo menos nove estrangeiros morreram nos ataques.

Anarquia e caos

Em sua conta no Twitter, o ministro da Economia, Mangala Samaraweera, disse que o ataque parece ser "uma tentativa bem coordenada de criar anarquia e caos que mataram muitas pessoas inocentes".

As autoridades do Sri Lanka temem que sejam militantes do Estado Islâmico que retornaram do Oriente Médio.

Nos últimos anos, desde o fim do conflito interno no país em 2009, houve casos esporádicos de violência, especialmente com membros da maioria budista cingalesa que perpetraram ataques contra mesquitas e outros edifícios de propriedade de muçulmanos.

Devido a isso, foi declarado estado de emergência em março de 2018.

Religião no Sri Lanka

O budismo Theravada é a maior religião do Sri Lanka, com adesão de cerca de 70,2% da população, segundo o censo mais recente. É a religião da maioria cingalesa do Sri Lanka.

Hindus e muçulmanos compõem 12,6% e 9,7% da população, respectivamente. O Sri Lanka é também o lar de cerca de 1,5 milhões de cristãos, segundo o censo de 2012, a grande maioria deles católica romana.

G1

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