Cariri
Ex-catador de latinhas
Professor juazeirense é nomeado Embaixador de Boa Vontade por instituição filiada à ONU
Por:
Jornalista Alana Soares
Em 22/04/2019 às 14:40

“As coisas não param de acontecer com uma velocidade que só Deus explica”, agradece Ciswal. (Foto: Arquivo pessoal)

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Conhecido em todo o país por sua história de superação através da educação, o professor radicado juazierense Ciswal dos Santos, 31, recebeu no último mês de março a honraria de Embaixador de Boa Vontade da Noble Order of Human Excellence (NOHE), instituição humanitária internacional filiada à ONU.

Presente em 38 países, a NOHE é filiada a Organização das Nações Unidas (ONU) e desenvolve projetos em educação, contra fome e desnutrição, saúde e recuperação de valores.

O convite de ser embaixador veio após a presidente e fundadora da NOHE,  a argentina Ida Bogado, conhecer a história de Ciswal, ex-catador de latinhas que apostou sua vida na educação e hoje é estudante da Faculdade de Ciências da Computação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

“Ele cumpri todos os requisitos para ser um defensor dos direitos humanos”, disse a presidente em entrevista ao Miséria. Seriam estes: honestidade, solidariedade e ter projetos que melhorem a vida das pessoas.

Mais recentemente Ciswal esteve em Cambridge para dar início às aulas na universidade americana. Aproveitando a viagem, visitou New York, onde entregou a documentação necessária para se oficializar como goodwill ambassador.

Durante os 10 dias de estadia e entre maratona de aulas e provas, o professor foi cortejado por grandes empresas e recebeu convites de trabalho no país. "A única coisa triste nisso é não ter o apoio do meu próprio país, da minha própria terra para desenvolver os projetos que criei", lamenta. "Tenho muitas ideias, mas não posso fazer tudo sozinho".

Em Harvard, a missão do professor é desenvolver seu projeto de captação de água e geração de eletricidade em um dispositivo econômico e acessível.

Essa história você viu primeiro no Miséria. Releia completo agora.

De origem pobre, Ciswal trabalhava como catador de latinhas para bancar os estudos escolares. Sua perseverança o levou à Faculdade de Tecnologia aos 16 anos. Apostou na educação. (Foto: Arquivo pessoal)



De origem pobre, Ciswal trabalhava como catador de latinhas para bancar os estudos escolares. Sua perseverança o levou à Faculdade de Tecnologia aos 16 anos. Apostou na educação.

COMEÇO DIFÍCIL

O juazeirense relata as dificuldades pelas quais passou durante a juventude. Sua mãe, faxineira, se desdobrava sozinha para manter os dois filhos como podia.

Aos 12 anos, tudo o que Ciswal tinha era sua inteligência e vontade de estudar, que lhe garantiu vaga na Faculdade de Tecnologia aos 16, antes mesmo da emancipação.

Pela manhã trabalhava em um mercado, à tarde estudava e a noite, quando voltava da faculdade, catava latinhas para custear seus materiais escolares.

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