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Encontrados em estado de decomposição
Mãe e filho podem ter morrido em casa por falta de comida, diz polícia sul-coreana
Em 13/08/2019 às 17:40

Patrulhamento da polícia em Seul, na Coreia do Sul (Foto: Reprodução/Instagram)

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A polícia sul-coreana acredita que uma mulher e seu filho de 5 anos, que foram encontrados sem vida dentro de um apartamento em Seul, no último dia 31, possam ter morrido devido a um longo período sentindo fome, informou o jornal "Joongang Daily" nesta terça-feira.

Segundo os investigadores, o estado de decomposição dos corpos indicou que ambos morreram há aproximadamente dois meses.

Embora a necropsia ainda não tenha determinado a causa das mortes, a polícia trabalha com a hipótese de que mãe e filho não tinham o que comer. Não foram encontrados sinais de violência nem de suicídio no apartamento. Ambos estavam "extremamente magros", e o único item comestível dentro de casa era uma pequena quantidade de pimenta em pó.

Além disso, a conta bancária da mulher estava vazia após o último saque que ela fez, em maio, no valor de 3.858 wones (cerca de R$ 12). Segundo a polícia, o filho dela teria uma doença que a impedia de trabalhar, por não ter com quem deixar a criança.

Identificada apenas como Han, a mulher de 42 anos desertou da Coreia do Norte há dez anos e passou por idas e vindas entre a China e a Coreia do Sul.

Durante a primeira estadia na China, ela se casou com um cidadão chinês descendente de coreanos. Após o nascimento do filho, chamado Kim, a família se mudou para a província sul-coreana South Gyeongsang, mas não ficou no país por muito tempo, e os três voltaram à China devido ao trabalho do marido de Han. Por fim, a investigação descobriu que o casal se divorciou em janeiro deste ano, quando a mulher, mais uma vez, se mudou para a Coreia do Sul.

De acordo com a polícia, grupos de apoio para desertores afirmaram que Han era uma pessoa reservada, sem acesso a internet ou a um aparelho celular, e não mantinha contato com eles. Registros do governo mostram que ela chegou a receber assistência social do estado em 2009 e uma quantia mensal de 100 mil wones (cerca de R$ 328). No entanto, havia outras formas de assistência do governo que ela podia receber, mas sequer solicitou.

O Ministério da Unificação do país, que supervisiona os cuidados de desertores norte-coreanos, lamentou o episódio, dizendo que o caso pode mostrar falhas na divulgação do atendimento do governo aos desertores. Uma das hipóteses avaliadas é que Han não tenha tido conhecimento da existência do programa de assistência.

Os desertores costumam ficar por 12 semanas no Centro de Apoio ao Assentamento para Refugiados da Coreia do Norte, antes de receberem um alojamento e, possivelmente, um emprego. O desertor fica então sob os cuidados do governo por um período mínimo de cinco anos, com possibilidade de prolongar o período de assistência, se necessário.

Fonte: Extra

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