Cariri
Praça do Giradouro
"Chapeados" mantêm tradição de ajudante e ganham até R$ 150 por dia em Juazeiro do Norte
Por:
Jornalista Felipe Azevedo
Em 14/08/2019 às 16:50

Cerca de 30 pessoas se reúnem no local todos os dias. Os primeiros começam a chegar na praça às 5 horas da manhã (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)

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Quem passa pela Praça do Giradouro, bem na entrada de Juazeiro do Norte, provavelmente vê um grupo de homens à sombra, geralmente jogando baralho e "matando o tempo". Eles não estão à toa, os estivadores ou  "chapeados", aguardam a entrada de caminhões na cidade para descarregar a mercadoria em troca de uma diária.

Cerca de 30 pessoas se reúnem no local todos os dias. Os primeiros começam a chegar na praça às 5 horas da manhã e maioria deles não tem hora pra sair. Não há escolha de serviço, dizem. Isso quer dizer que qualquer tipo de mercadoria é descarregada dos caminhões pelos homens.

Ao passar pelo local, os motoristas de diversas regiões que chegam na cidade encostam o veículo, negociam o preço e fecham o negócio. Em um dia bom, os chapeados chegam a lucrar até R$ 150.O normal, no entanto é que por semana a apurado gire em torno de R$ 250,00.

Antônio Marcos é um dos veteranos no ramo. Há 30 anos ele trabalha como estivador em Juazeiro do Norte e garante que sustentou casa, filhos e esposa com o dinheiro que arrecada na beira da estrada.

Há diversas versões sobre a origem de "chapeado" ou "chapa" para sinônimo de ajudante. Uma delas é que  vem do costume de o trabalhador, para oferecer seus serviços aos caminhoneiros que trafegam nas rodovias, usar pequena placa (chapa) de madeira, papelão ou metal com os dizeres: "ajudante", "descarrego mercadoria", "carga e descarga", entre outros.

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