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Biodiversidade da Caatinga

Jardim Botânico do Semiárido será instalado em Sobral

Em 03/01/2018 às 06:50
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Há cerca de dois meses, o espaço escolhido para abrigar o Jardim Botânico vem recebendo as mudanças estruturais para acomodar as espécies (Foto: Reprodução)

Em fase de implantação, no terreno que hoje abriga a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Sobral, o novo Jardim Botânico do Semiárido ocupará a área que divide os bairros Junco, Terrenos Novos e Vila União, sendo entrecortada por trilhas ecológicas que irão circundar os espaços das coleções botânicas.

O projeto contempla a preservação de diversos grupos de plantas de regiões de semiárido, não apenas do Ceará, mas do restante do País e do mundo. Além da garantia de ampliação e manutenção de mais áreas verdes dentro do complexo urbano, melhorando a qualidade do ar, a proposta é a preservação de material genético das espécies, muitas delas ameaçadas de extinção, a exemplo da aroeira e do imbuzeiro.

Estrutura

Há cerca de dois meses, o espaço escolhido pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) para abrigar o Jardim Botânico passou a receber as mudanças estruturais necessárias a uma melhor acomodação das cerca de 50 espécies já existentes na área, entre elas o pau-branco, a carnaubeira, o juazeiro e o ipê.

Após a fase de preparação da terra, o Jardim Botânico receberá, por meio de doação, mudas da flora de outros locais, que serão identificadas, selecionadas e plantadas em área adequada ao seu desenvolvimento.

As coleções têm sido adquiridas em parceria com outros jardins botânicos e também com colecionadores. A previsão da Direção de Parques, Jardins e Unidades de Conservação é que os plantios sejam intensificados a partir do mês de março.

Espécies

Na lista das plantas que devem chegar nestes primeiros meses do ano a Sobral, constam mudas de cactáceas variadas, bromélias, baobás, palmeiras diversas e plantas alimentícias não convencionais, muitas vezes confundidas com mato, por crescerem com facilidade em qualquer espaço. Para facilitar a identificação ao visitante, as espécies serão devidamente agrupadas e identificadas com placas contendo nome popular, científico e local de origem.

O Jardim Botânico do Semiárido terá trilhas instaladas em pó de pedra compactado, com acessibilidade a todos os espaços, sendo circundado, na parte externa, por calçadão e ciclovia. No terreno, também serão construídos um anfiteatro e um mirante, para o desenvolvimento de atividades culturais e de Educação Ambiental, em parceria com escolas e universidades.

Além da preservação ambiental, o projeto pretende melhorar a qualidade da água proveniente das residências próximas, que por um motivo ou outro, acaba por ser lançada para dentro do terreno e se mistura à água da chuva, que deságua, por diversas vias, no Riacho Mucambinho. "A ideia é criar jardins filtrantes, com plantas aquáticas, que fazem todo o trabalho de renovação da água naturalmente. Tudo que for jogado aqui passará por essa filtragem, até que saia mais tratada e siga para o pequeno lago que será construído aqui", explica José André Neto, auxiliar técnico da AMMA.

Ensino

"Já existe um bosque de árvores nativas com vegetação diversa. Especialmente exemplares grandes de angico, feijão-bravo, oiticica, embiratanha e cajazeiras. Tudo isto será preservado, e fará parte do novo Jardim Botânico. Também será construído um lago, aproveitando os poços naturais que se formam, por entre a vegetação, durante o período das chuvas. Nesse espaço, serão colocadas espécies como a vitória- régia e outras plantas aquáticas características das regiões de Semiárido", adianta o diretor, que também falou sobre a parceria com instituições de ensino, como prioridade do novo equipamento ao abrigar também projetos educativos.

"O Fundo Socioambiental do Município (Funsams) e a iniciativa privada serão parceiros na viabilização da execução do projeto e da aquisição das coleções, que servirão de instrumento à Educação Ambiental, com potencial turístico", avalia o diretor de Parques, Jardins e Unidades de Conservação do Município, Bruno Ary.

Fonte: Diário do Nordeste

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