Política
Operação Cartão Vermelho
PF faz buscas na casa do ex-governador Jaques Wagner
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Operação Cartão Vermelho investiga superfaturamento na demolição e reforma da Arena Fonte Nova, em valores que podem chegar a 450 milhões de reais (Foto: Reprodução)

Em 26/02/2018 às 09:30
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A Polícia Federal cumpre, na manhã desta segunda-feira, sete mandados de busca e apreensão em busca de evidências de crimes cometidos na demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador, um dos estádios utilizados durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A ação foi batizada de Operação Cartão Vermelho e tem como um dos alvos o ex-governador Jaques Wagner (PT).

Segundo a PF, a estimativa é que o superfaturamento chegue a 450 milhões de reais, “sendo grande parte desviado para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais”. A investigação demonstrou que a licitação para a obra foi desviada de modo a favorecer o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), formado pelas construtoras Odebrecht e OAS.

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Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) “em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso”. A Polícia Federal afirma que o objetivo da ação é “possibilitar a localização e a apreensão de provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro.”

“Dentre as irregularidades já evidenciadas no inquérito policial estão fraude a licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro”, complementa o órgão.

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Com frequência, Wagner, que foi ministro de diversas pastas nos governos petistas, é cotado como possível substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial caso este seja impedido pela Justiça Eleitoral. O ex-governador conta como foro privilegiado no TRF1, por ser secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, na gestão do aliado Rui Costa (PT).

Em 2016, reportagem de VEJA demonstrou que ao menos outras cinco arenas utilizadas no Mundial de 2014 tiveram seus custos superfaturados, em um prejuízo que estava contabilizado em cerca de 1,5 bilhão de reais aos cofres públicos. Os estádios em questão eram o Mané Garrincha, em Brasília, o Itaquerão, em São Paulo, o Maracanã, no Rio de Janeiro, a Arena das Dunas, em Natal, e a Arena Amazônia, em Manaus.

 

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