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Juazeiro do Norte
Mesmo com baixa nas vendas, ainda se mantém viva a tradição do fumo de "cigarro brabo" no Mercado Central
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José Gonçalves fabrica e vende fumo há 59 anos (Foto: Normando Sóracles/ Agência Miséria)

Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
Em 27/02/2018 às 11:50
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Tradição principalmente nas zonas ruais do interior, o consumo de tabaco, conhecido também com o "fumo brabo", diminuiu com o passar dos anos. Vendedor da iguaria há pelo menos 59 anos, seu José Gonçalves da Silva, natural de Lajedo em Pernambuco, arrisca dizer que o consumo hoje em dia é de apenas 10% do que se fumava antigamente.

Em um pequeno ponto comercial no Mercado Central, no Centro de Juazeiro do Norte, seu José atende aos clientes - maioria deles senhores idosos que também gostam de uma boa conversa -, cercados por latas de leite cheias até a boca de fume e rapé.

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O rapé, diz ele, serve para "espirrar e afrouxar os canais". O produto, cujo nome significa "raspar", é o pó feito do tabaco e é consumido via nasal. Há registros históricos de que a iguaria já era comercializada no Brasil no início do século XX.

Se João, apesar de fabricar e vender o pó há décadas, garante que não usa, e prefere fumar o chamado "cigarro brabo", feito do fumo que vem de Arapiraca. Compra o quilo do produto a R4 18,00 e consegue vender a mesma quantidade por R$ 30,00.

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"Aqui é tudo no rateio, vendo despacho de 100 a 200 gramas e devagarzinho vou sustentando o negócio", diz ele. Cada venda costuma render cerca de 2 a 4 reais e o cliente amante do rapé ainda pode escolher entre as fragrâncias de Eucalipto e Hortelã.


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