Política
Processo
PF desconfiou de R$ 75 mil a mais em compra do sítio de Atibaia
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O sítio é alvo de um dos processos em que o petista é réu na Justiça Federal no Paraná (Foto: Reprodução)

Em 28/02/2018 às 10:45
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O sítio de Atibaia (SP), atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi vendido por um valor um pouco acima da avaliação de mercado para a época e gerou desconfiança de peritos da Polícia Federal.

O laudo da PF aponta que a propriedade foi comprada em 2010 por Fernando Bittar, filho de um aliado político de Lula, e Jonas Suassuna, sócio de um dos filhos do petista, pelo valor de R$ 1,5 milhão. Segundo a PF, o sítio, na ocasião da compra, valia cerca de R$ 1,425 milhão.

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O sítio é alvo de um dos processos em que o petista é réu na Justiça Federal no Paraná. A força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) na Operação Lava Jato acredita que Lula seja o verdadeiro dono do sítio. Segundo as investigações, o imóvel fruto de uma vantagem indevida proveniente de um esquema de corrupção envolvendo empreiteiras e a Petrobras. O ex-presidente e sua defesa negam as acusações.

O PF argumenta que a diferença no valor - de pouco menos de R$ 75 mil - leva a "algumas observações importantes". Uma delas é a de que o antigo proprietário do sítio, o empresário Adalton Santarelli, não havia colocado a propriedade à venda, mas tinha sido procurado por interessados. "Condição particular que usualmente eleva o valor final de negociação de uma propriedade", anotaram no laudo, anexado ao processo na última segunda-feira (26).

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Ainda de acordo com o laudo da PF, na ocasião em que a venda foi formalizada, o mercado imobiliário passava por um bom momento. "Em mercados aquecidos, o preço de negociação das propriedades supera seu custo de reprodução [valor do terreno mais benfeitorias e construções], fato conhecido como ´vantagem da coisa feita´".

Em depoimento à Operação Lava Jato em janeiro de 2016, o antigo proprietário do sítio disse que aceitou a oferta feita por Bittar e Suassuna por meio de um corretor de imóveis.

A reportagem do UOL entrou em contato com o antigo proprietário do sítio. Segundo ele, a avaliação de valor de imóvel é algo subjetivo e os esclarecimentos sobre a venda já foram prestados à Lava Jato. Os defensores de Bittar, que também é réu no processo, ainda não se manifestaram. A defesa de Suassuna, que não foi denunciado pelo MPF, não foi localizada.

O processo referente ao sítio começou a ouvir, neste mês, as testemunhas de acusação, solicitadas pelo MPF.

 

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