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A crise entre Estados Unidos e Turquia chega ao Ceará

Em 14/08/2018 às 06:20
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Placas de aço da CSP em área da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (Foto: Reprodução)

A crise entre Turquia e Estados Unidos se agravou ontem e respinga nas relações comerciais do Ceará com os turcos. Ainda causa instabilidade dos investimentos estrangeiros em países emergentes e impacta na alta do dólar, que chegou a R$ 4,14 nas casas de câmbio em Fortaleza.

No primeiro semestre deste ano, o país foi o segundo maior destino para as exportações cearenses, perdendo apenas para os norte-americanos. O Estado é o sexto do Brasil que mais vende para a Turquia. O principal produto comercializado pelo Ceará são placas de aço que, até junho de 2018, foram responsáveis por US$ 116,3 milhões dos 116,7 faturados. O mercado tem alto crescimento desde 2017 com a inauguração oficial da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).



No mundo, a crise entre Turquia e Estados Unidos teve impacto nos mercados financeiros, levando a mais um dia de alta do dólar, principalmente em relação às moedas emergentes. Nacionalmente, a situação preocupa por trazer instabilidade entre investidores internacionais e outros países emergentes, como é o caso do Brasil.

Após sucessivas quedas, a lira turca aponta perda de mais de 80% em relação ao dólar. A situação que parecia tomar rumo após anúncio de medidas feitas pelo Banco Central da Turquia voltou a se agravar após questões políticas entre Donald Trump e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Na última sexta-feira, 10, Trump anunciou via Twitter aumento nas taxas de importação de alumínio e aço da Turquia. A medida não só resultou em queda maior ainda da moeda turca, quanto em variações cambiais em outros países. No Brasil, ontem, a moeda norte-americana comercial atingiu a cotação máxima de R$ 3,92 no início da tarde e fechou o dia em R$ 3,88, uma alta de 0,53%.

"Cerca de 10% de tudo o que o Ceará envia para o Exterior vai para a Turquia, seja através dos semifaturados de ferro ou aço, seja em produtos como calçados e a própria cera de carnaúba", explica Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Segundo ela, uma oscilação expressiva cambial como a da Turquia faz com que as empresas que possuem relações comerciais com esse mercado fiquem mais cautelosas. "Como se trata de uma tensão diplomática intercambial entre dois mercados, isso termina respingando naquela empresa de médio ou grande porte que tem relação comercial com a Turquia".

Para o presidente do Conselho Regional de Economia e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Lauro Chaves, por ser também um país emergente, o Brasil sofre impacto. "Quando você tem algum evento econômico relevante, alguma incerteza política relevante como essa, isso afeta o humor dos investidores internacionais em todos os países emergentes", explica.

Ele alerta que como a Turquia é um cliente de grande relevância para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que hoje é o principal motor de crescimento das exportações cearenses, essa divergência econômica pode afetar a demanda por produtos da CSP.

Fonte: O Povo

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