Quarta-feira
19 de Setembro de 2018
Publicidade
Publicidade
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
Publicidade
Publicidade
Cenários

Severidade da seca se agrava no Ceará

Em 17/08/2018 às 16:00
Compartilhar
Situação piora no Sul e Centro do Estado e região Norte já apresenta condição de seca fraca, condição que até junho não aparecia (Foto: Reprodução)

O Monitor das Secas, serviço de monitoramento da estiagem divulgado pelo governo federal, traz um alerta para o Ceará. De acordo com o acompanhamento mensal atualizado nesta quinta-feira (16), apesar de chuvas acima da média em algumas áreas do Estado em julho deste ano, houve uma piora no grau de severidade. No Sul (Cariri) e Centro a condição se agravou, com aumento da seca grave e seca moderada.

O acompanhamento da estiagem indicou que o Ceará tinha, em julho deste ano, 8,3% do seu território sem seca relativa, isto é, sem impactos negativos a curto e longo prazos.
 
O cenário é diferente em relação ao mês de junho, quando o Estado apresentava 36,75% do seu território sem estiagem. Apesar do avanço da área com algum nível de seca, não houve alteração quanto à classificação, isto é, apenas a expansão das áreas que continuam sendo classificadas em grave, moderada e fraca.
 
O novo mapa aponta que o nível mais severo que atinge o Ceará é o de seca grave, totalizando 25,08% do território. Quando comparado com junho de 2018, o mesmo índice era de 7,56%. Já em relação ao mesmo período do ano passado, observa-se que, em 2017, o cenário era mais crítico, pois o Estado tinha 10,31% em seca extrema.

Além disso, aponta o Monitor, no Norte do Ceará surgiu uma área de seca fraca. Por isso há a indicação de seca de curto prazo nessa região. Já no extremo noroeste do Estado, ainda permanece uma área sem seca.

O relatório mostra que, em apenas um mês, a situação se agravou. Comparando-se o gráfico atual com o do mês de junho, observa-se que numa ampla área na região Norte, são observadas condições sem seca relativa. Agora, a situação mudou.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da estiagem no Nordeste, cujos resultados consolidados são divulgados por meio do Mapa do Monitor de Secas. Mensalmente informações sobre a situação são disponibilizadas até o mês anterior, com indicadores que refletem o curto prazo (últimos três, quatro e seis meses) e o longo prazo (últimos 12, 18 e 24 meses), indicando a evolução da seca na região.

O serviço tem como objetivo integrar o conhecimento técnico e científico já existente em diferentes instituições estaduais e federais para alcançar um entendimento comum sobre as condições de seca, como: sua severidade, a evolução espacial e no tempo, e seus impactos sobre os diferentes setores envolvidos. O Monitor facilita a tradução das informações em ferramentas e produtos utilizáveis por instituições tomadoras de decisão e indivíduos, de modo a fortalecer os mecanismos de monitoramento, previsão e alerta precoce.

No Brasil, o Monitor de Secas está sendo desenvolvido em uma base piloto com foco na região semiárida do país por um amplo grupo de especialistas e instituições brasileiros (entidades federais e estaduais, universidades e com a participação da sociedade civil). A iniciativa conta com o apoio financeiro do Banco Mundial e de parceirias internacionais com a Comissão Nacional da Água do México (Conagua), o Centro Nacional de Mitigação de Secas, dos Estados Unidos, além de instituições governamentais e acadêmicas da Espanha. Na sua mais nova fase, o Monitor conta com a Agência Nacional de Águas como instituição central do processo, sendo responsável pela coordenação ao nível federal e pela articulação com os estados da região, assim como, sua expansão para outros estados.

Classificação e impactos

Seca Fraca
Entrando em seca: veranico de curto prazo diminuindo plantio, crescimento de culturas ou pastagem. Saindo de seca: alguns déficits hídricos prolongados, pastagens ou culturas não completamente recuperadas.

Seca Moderada
Alguns danos às culturas, pastagens; córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento ou iminentes; restrições voluntárias de uso de água solicitadas.

Seca Grave
Perdas de cultura ou pastagens prováveis; escassez de água comuns; restrições de água impostas.

Seca Extrema
Grandes perdas de culturas / pastagem; escassez de água generalizada ou restrições

Seca Excepcional
Perdas de cultura / pastagem excepcionais e generalizadas; escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.

Fonte: Diário do Nordeste

Publicidade
Compartilhe
Comentários
Publicidade
Publicidade
Publicidade
TJ Seguros
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
© ACONTECEU, TÁ NO MISÉRIA
Quer reproduzir nosso conteúdo no seu blog ou site? Estabeleça uma parceria clicando aqui.
Desenvolvido por Kleber Ferreira