Terça-feira
25 de Setembro de 2018
Publicidade
Publicidade
Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
Publicidade
Publicidade
"Anjos da adoção"

Ceará é o 2º estado do país com processo de adoção mais rápido

Em 19/08/2018 às 07:00
Compartilhar
No Ceará, candidatos a pais esperam até 19 meses para adoção (Foto: Reprodução/ Tribuna do Ceará)

Mesmo com todos os desafios no processo de adoção, a média de espera na comarca de Fortaleza é de 19 meses. No restante do país, esse período pode levar até quatro anos. No ranking nacional, o estado fica em 2º lugar em termos de velocidade no processo.

Uma das ações que contribuem para esse resultado, segundo a Juíza de Direito da 3ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Fortaleza, Alda Maria Holanda Leite, é o projeto “Anjos da Adoção”, lançado no Ceará em maio de 2017.

Confira a segunda reportagem da série sobre adoção produzida pela Tribuna BandNews FM, com a repórter Juliana Marques.

O projeto “Anjos da Adoção” facilitou a redução de crianças nos abrigos já que, neste caso, o bebê rapidamente é colocado como o primeiro na fila do cadastro.

“São agentes de proteção da infância, que são voluntários. Quando uma gestante diz que quer colocar o filho em adoção, ela é acompanhada desde a gravidez, durante o parto, depois, e entrega a criança. A destituição do poder familiar é feita rapidinho, a criança vai para o primeiro da fila do Cadastro Nacional. É bem rápido e é muito bom”, disse a Juíza de Direito.

Todos os esforços são feitos para evitar a famosa adoção à brasileira, ato de adotar irregularmente uma criança. A prática é um crime previsto no Código Penal. A juíza orienta ainda a não deixar o desejo de ir pelo caminho mais rápido falar mais alto, principalmente quando se quer começar uma vida ensinando uma criança a ser honesta e a seguir as leis.

Enfrentar o processo legal da adoção é um ato de determinação. O tempo de espera de uma gestação do filho que não está na barriga, mas no coração, é igualmente rico. Além disso, passar pelas etapas de forma correta possibilita a criança a ter todos os direitos previstos em lei.

“A criança vai ter todos os direitos de filho, inclusive direito sucessório. O filho adotado é filho para todos os efeitos. Não tem diferença do filho biológico. Então ele vai ter os mesmos direitos. E é importante porque fica uma coisa oficializada. Às vezes, a pessoa tem aquela criança a vida inteira, tem como filho, cuida, mas não se preocupa em adotar legalmente, aí fica aquela situação fragilizada. A criança não vai ter os direitos que os outros filhos têm”, esclareceu Alda Maria.

Foi assim que a aposentada Raimunda Gonzaga passou por três processos de adoção. Hoje são seis filhos. Três biológicos e três adotados. Todos registrados legalmente. A recém-formada em jornalismo, Alessandra Costa, de 28 anos, teve todas as oportunidades e um lar pra chamar de seu, graças a dona Raimunda que atualmente tem 82 anos, mas resolveu ser mãe novamente da Alessandra, aos 60 anos de idade.

A jovem chegou na família por último, quando ainda tinha dois meses de vida, mas o tratamento dentro de casa sempre foi o mesmo, cheio de amor.

“Eu me lembro quando eu tinha mais ou menos uns dez anos foi que ela veio me falar que eu era adotada, me explicou como funcionava. E que eu não era filha de sangue, mas era filha de coração. Lembro muito porque foi uma frase que me marcou. E ela sempre me dizia: ‘eu lhe amo acima de tudo’. Foi aí que eu conheci o que era adoção de fato. Se não fosse isso, não saberia até hoje, porque a minha criação nunca foi diferenciada dos filhos biológicos. A minha aparência física, eu não me pareço com ninguém, mas nunca teve essa diferenciação na minha casa: ‘ah, ela é a filha adotada”, disse a repórter.

Assim como Alessandra, outras crianças esperam viver essa realidade. O processo para adoção legal é feito para ajudar aqueles que sonham em aumentar a família, e não para burocratizar. Durante o período de espera, é preciso passar por atendimento com psicólogos, assistentes sociais, visita da equipe do setor de adoção na residência da futura família e período de adaptação. O caminho parece ser longo, mas o que é essa ansiosa espera diante de uma vida inteira de felicidade?

Tribuna do Ceará

Publicidade
Compartilhe
Comentários
Publicidade
Publicidade
Publicidade
TJ Seguros
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
© ACONTECEU, TÁ NO MISÉRIA
Quer reproduzir nosso conteúdo no seu blog ou site? Estabeleça uma parceria clicando aqui.
Desenvolvido por Kleber Ferreira