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213 empresas

Exportadoras no Estado crescem 4,4% em 20 anos

Em 22/08/2018 às 07:20
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De acordo com os dados mais recentes do Mdic, os semimanufaturados de ferro ou aço não ligado são os principais produtos exportados (Foto: Reprodução)

O número de empresas exportadoras no Ceará passou de 204 em 1998 para 213 em 2018, o que representa um levíssimo crescimento de 4,4% em 20 anos. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Entre as empresas encontradas no cadastro disponibilizado Mdic se destacam os negócios exportadores de calçados, sendo 19 no Ceará, considerando os de material sintético e couro. O segmento de cultivo de plantas, frutas e flores conta com nove negócios exportadores.

De acordo com os dados de julho deste ano, as exportações do Ceará apresentaram crescimento de 0,9% na comparação com junho, somando US$ 246,4 milhões. A balança comercial do Estado, no entanto, encerrou o sétimo mês de 2018 com déficit de US$ 29 milhões e, no acumulado do ano, o saldo negativo foi de US$ 305 milhões.



Com forte impacto da operação da Companhia Siderúrgica do Pecém, os principais produtos exportados foram os semimanufaturados de ferro ou aço não ligado (US$ 735,5 milhões). Em seguida, aparecem os calçados com sola exterior e parte superior de borracha ou plástico (US$ 95 milhões) e os cocos, castanhas do Brasil, castanhas de caju, frescos ou secos, com US$ 54,4 milhões.

No Brasil existiam, em 1998, pouco menos de 19 mil empresas exportadoras. Passados 20 anos, o número brasileiras negociando com mercados internacionais saltou para 25,4 mil no ano passado, crescimento de 60%. Analisando por faixa de valor exportado, o maior crescimento foi observado no número de empresas que venderam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões: eram 611 em 1998 e chegaram a 1.373 em 2017, aumento de 124%.

O levantamento desse dado é da Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Rede CIN foi criada em 1998 para apoiar a indústria brasileira na inserção ao comércio internacional, como estratégia de competitividade e sustentabilidade dos negócios. Em duas décadas, o Brasil conquistou 50 novos mercados e passou a exportar o que antes comprava de fora, como trigo. De acordo com a CNI, a importância do tema não se restringe ao caixa das empresas, tendo impacto também na economia do País.

De acordo com a CNI, nos últimos períodos de recessão - 2001 a 2002, 2008 a 2009, 2014 a 2017 - todos os indicadores macroeconômicos do Brasil, como Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), inflação e desemprego, pioraram. "Só o comércio exterior cresceu nesse período", informou a entidade, explicando que muitas empresas recorrem às vendas internacionais durante períodos de turbulência no mercado doméstico.

Rede CIN

Em 2017, a Rede CIN recebeu recursos da União Europeia, por meio do programa AL-Invest, para desenvolver um novo modelo de atendimento às empresas que buscam se internacionalizar, o Rota Global. Na execução do piloto do programa, 560 empresas industriais, agrícolas e de serviço passaram por um diagnóstico gratuito que avaliou a maturidade da empresa para atuar lá fora.

Destas, 406 receberam planos de negócios customizados às suas necessidades para dar os passos necessários rumo ao comércio exterior. A maioria dos participantes são micros e pequenos negócios.

Fonte: Diário do Nordeste

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