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Crise hídrica

Após quadra chuvosa, dependência dos carros-pipa continua no sertão

Em 23/08/2018 às 06:30
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Nossa equipe fotografou carros-pipa abastecendo no Canal do Trabalhador, em Morada Nova, na região do Baixo Jaguaribe (Foto: Reprodução)

Pouco mais de 60 dias após o fim da quadra chuvosa, prefeituras do Interior começam a solicitar o retorno do serviço de abastecimento emergencial de água, a Operação Carro-Pipa. Boa Viagem e Pedra Branca, no Centro do Estado, já pediram reforço para atendimento às comunidades rurais. A maioria das cisternas já está sem água, assim como os barreiros. Quando começou a chover, o corte no programa emergencial da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) foi imediato.

Segundo o Ministério da Integração Nacional (MI), atualmente, a Operação Carro-Pipa Federal atende mais de 183 mil pessoas em áreas rurais de 35 municípios do Ceará. Ao todo, 340 carros-pipa executam as ações do programa no Estado.



Para receber apoio emergencial do Ministério, por meio da Operação Carro-Pipa, estados e/ou municípios precisam obter da União o reconhecimento federal de situação de emergência ou de calamidade pública. Com base na Portaria Interministerial Nº 1/2012, dos Ministérios da Integração Nacional e da Defesa, a inclusão de municípios na operação precisa atender a critérios pré-definidos pela Sedec. A Operação Carro-Pipa atende municípios que estejam localizados na região do Semiárido nordestino ou no Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

"É importante ressaltar, ainda, que cidades hoje não contempladas podem solicitar o reenquadramento ou a inclusão na operação, desde que apresentem documentação comprobatória das necessidades. Após análise da Defesa Civil Nacional, caso estejam dentro dos critérios requeridos, as cidades terão o abastecimento emergencial restabelecido", informa.

Em Boa Viagem, a situação continua crítica. Além de o Açude Vieirão continuar seco, a cada dia aumenta o número de moradores da zona rural à procura de água na Defesa Civil do Município. O escritório regional da Operação Carro-Pipa, sediado na 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, em Fortaleza, já foi acionado, mas a agilidade no atendimento não é a mesma de quando há o corte no abastecimento. Os fiscais do Exército precisam inspecionar as localidades uma-a-uma.

Enquanto os carros-pipa não voltam a circular na área rural, o Município arca com as despesas, fornecendo água com a utilização de um caminhão do PAC e pagando o serviço de outro. Na cidade, a Defesa Civil Estadual continua dando o suporte a mais de 30 mil habitantes. O abastecimento dos 80 chafarizes de 5 mil litros espalhados pela cidade é constante. Enquanto a adutora de 45Km até o Açude Umari, no município vizinho, Madalena, não é concluída, a água está sendo captada em Tauá e em Independência, ressaltou o coordenador municipal da Defesa Civil, Ivandir da Silva.

No outro município da região mais atingido pela estiagem, Pedra Branca, o racionamento de água na sede, por meio de sistema de rodízio, a cada dois dias atendendo um bairro, deverá evitar o colapso até fevereiro próximo, utilizando os 3% de água do Açude Trapiá II, explica o coordenador da Defesa Civil Municipal, Danilo Leite. A preocupação maior é com a zona rural. Atualmente, conta apenas com quatro rotas. Atendem 40 comunidades. Entretanto, 335 necessitam do abastecimento emergencial.

Quanto ao retorno dos carros-pipa às zonas rurais, os gestores municipais precisam enviar solicitação ao Ministério, pela reinclusão na lista de cidades atendidas pela Operação. Com o ofício homologado no MI, a demanda chega à 10ª Região Militar. A equipe do Exército inicia o trabalho logístico, emite parecer técnico constatando a necessidade e, em seguida, há a contratação dos veículos.

Desde a segunda-feira o Diário do Nordeste tem tentado manter contado com o Exército, sem respostas. O Ministério enviou a lista dos municípios com decretação de desastre natural por seca ou estiagem, 78.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Ceará (Cedec-CE) informou estar atendendo atualmente 37 rotas. São 21 carros-pipa em Boa Viagem, oito em Mombaça, no Sertão Central; e o mesmo número em Pereiro, no vale do Jaguaribe.

Fonte: Diário do Nordeste

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