Quarta-feira
19 de Setembro de 2018
Publicidade
Publicidade
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
Publicidade
Publicidade
Teresina

Mãe faz BO e diz que filha foi proibida de ir à escola por usar trança colorida no cabelo

Em 28/08/2018 às 13:45
Compartilhar
Menina foi impedida de entrar em escola por conta de trança colorida (Foto: Reprodução/ G1)

Uma menina de 10 anos foi impedida de entrar na Escola Municipal Parque Itararé por usar uma única trança colorida no cabelo. A garota foi chamada pela direção da escola, que alegou que seu cabelo trançado ia contra a regra do uniforme escolar. A mãe da menina registrou boletim de ocorrência relatando o caso. A Semec negou que a aluna tenha sido proibida de entrar na escola.

De acordo com Alexandra Almeida, mãe da menina, o caso aconteceu na tarde de sexta-feira (24). A aluna foi chamada à direção da escola no fim do horário de aula e foi informada de que a trança vermelha contrariava o regulamento interno da escola quanto ao uniforme escolar, e que só poderia entrar na escola na semana seguinte se a retirasse. Amigas da menina contaram que ela chorou por conta da situação, sentindo-se constrangida.

Na segunda-feira (27) Alexandra e o pai da menina foram até a escola. Segundo ela, a direção reafirmou a proibição contra a trança colorida da filha. “A gente tentou explicar para as diretoras, mas elas não voltaram atrás: continuaram dizendo que minha filha só entraria se tirasse”, relatou Alexandra.

“Para mim, eles dizem que o problema é a trança colorida dela. Para minha filha, disseram que eram todas”, disse Alexandra, que se recusa a cortar o cabelo da menina por ordem da escola. “Eu já usei trança, o tio dela usa tranças. Nós também nos sentimos ofendidos”.

“Para mim é uma questão de preconceito. As tranças são parte da nossa identidade racial. Dissemos à diretora que nossa honra estava ferida. Ela disse que eu procurasse meus direitos. É o que estou fazendo”, disse Alexandra.

A mãe registrou boletim de ocorrência relatando o caso na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), e procurou o Conselho Tutelar da região. Desde o ocorrido a menina não foi mais à escola por orientação dos conselheiros, que pretendiam ir ao local conversar e averiguar a questão junto à direção.

Ainda de acordo com Alexandra, a filha é vice-líder de turma, cargo que só pode ser ocupado por alunos considerados excelentes. “Essa é a primeira vez que me chamam na escola da minha filha, e foi por um motivo como esse. E mesmo que ela fosse uma aluna ruim, acho ela tem direito de usar as tranças se quisesse”, comentou a mãe.

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) afirmou que está acompanhando o caso, e que nenhum aluno foi proibido de assistir aula ou passou por situação de constrangimento.

Leia abaixo a íntegra da nota da Semec:

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) informa que está acompanhando o caso ocorrido na Escola Municipal Parque Itararé e destaca que não tolera qualquer tipo de preconceito. A direção da escola mantém um protocolo para o fardamento dos alunos, apoiada pelos pais, e explica que os excessos costumam descaracterizar o ambiente escolar, mas que respeita todo tipo de expressão do indivíduo. Portanto, afirma que nenhum aluno foi proibido de assistir aula ou passou por qualquer situação de constrangimento. A Semec já conversou com os pais e os fatos foram esclarecidos.

G1

Publicidade
Compartilhe
Comentários
Publicidade
Publicidade
Publicidade
TJ Seguros
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
© ACONTECEU, TÁ NO MISÉRIA
Quer reproduzir nosso conteúdo no seu blog ou site? Estabeleça uma parceria clicando aqui.
Desenvolvido por Kleber Ferreira